Peste Suína Clássica: Rio Grande do Sul recebe certificado inédito

O Rio Grande do Sul recebeu, na última quinta-feira, dia 28 de maio, juntamente com Santa Catarina, o certificado internacional de área livre de Peste Suína Clássica. A solenidade de entrega do certificado ocorreu durante a 83ª Assembleia Geral de Delegados da Organização Internacional de Sanidade Animal (OIE), em Paris. O diretor científico da OIE, Brian Evans, saudou os países e regiões que receberam o certificado. “Reconhecemos o trabalho duro dos serviços veterinários para chegar a este momento”, completou.

Uma comitiva formada pelo governador do RS, José Ivo Sartori, o secretário da Agricultura, Ernani Polo, parlamentares e representantes do setor produtivo esteve presente no evento. Os suinocultores gaúchos estiveram representados pelo presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Luis Folador. O Brasil é representado na Assembleia da OIE por membros do Ministério da Agricultura.

Para o presidente do Fundesa, Rogério Kerber, a certificação é o coroamento de um trabalho realizado há muitos anos pelo serviço oficial em conjunto com produtores e indústrias de suínos. “É o reconhecimento de que temos condições de trabalhar por uma condição sanitária compatível com a importância do agronegócio gaúcho”.

O setor de suínos do Rio Grande do Sul movimentou em 2014 mais de R$ 13 bilhões. Se considerado o efeito-renda, a cadeia suinícola envolve 170 mil pessoas no Estado. O RS exporta 30% da produção de carne suína, para mais de 60 países.

O Rio Grande do Sul recebeu o certificado em conjunto com Santa Catarina. Outros 23 países também obtiveram o reconhecimento. Foi a primeira vez na história da entidade, que completou 90 anos em 2014, que ocorreu a certificação de áreas livres de Peste Suína Clássica para uma região.

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