Pesquisador mostra a dinâmica no processo de mudança comportamental

O doutor em engenharia da produção, consultor e pesquisador na na área de gestão empresarial e controladoria, Oswaldo Paleo, participou da última reunião-almoço promovida pela Cacis, na sexta-feira, dia 26, no Estrela Palace Hotel, em Estrela. Paleo falou sobre aplicação do tema neurociência cognitiva nas áreas de pensamento estratégico, vendas e liderança, defende que é preciso adaptar-se às mudanças e entender o funcionamento de crenças e hábitos.

Segundo o pesquisador, algumas crenças que assumimos são equivocadas, como o fato de sempre termos ouvido que somos seres racionais e tomamos decisões pautadas em reflexão. Ele afirma que isso não é verdade, pois somos seres biopsicossociais. Portanto, ele salienta que é necessário entender como reagimos aos estímulos que recebemos, pois nos influenciamos aos fatos e às pessoas que nos cercam. “Quando percebemos que somos seres sociais, entendemos melhor como funcionamos e como são os outros. Isso torna nossa vida muito mais feliz, à medida que causa uma transformação em nós e naqueles que nos cercam”, diz.

Paleo explicou que a neurociência descobriu uma série de fatos ocultos sobre nosso cérebro que nos permite tirar algumas conclusões. O mapeamento do cérebro por meio de tomografia por ressonância funcional, mostra três áreas distintas: a reptiliana ou primitiva, que é responsável por acionar estímulos de sobrevivência e perpetuação; a límbica ou emocional, que está relacionada às emoções; e o córtex pré-cerebral, que é a área que nos guia nas tomadas de decisões. As áreas reptiliana e límbica atuam em conjunto na maioria do tempo, fazendo com que dois terços do trabalho do cérebro seja feito para atender o ser primitivo que habita em nós. Assim, de acordo com o pesquisador, somos menos racionais do que imaginávamos ser. “Geralmente, nossa razão é refém da nossa emoção e estamos muito suscetíveis aos estímulos externos”.

Pela ótica de Paleo. ao entendermos nosso comportamento a partir das emoções, podemos reconsiderar nossas atitudes sem nos tonarmos menor do que somos e, assim, nos aproximamos mais do outro, gerando uma mudança. Ele ensina que é preciso tomar consciência de hábitos que se repetem por motivações apenas emocionais e olhar o mundo ao redor com mais clareza e diferente da forma usual. “Identificar a diferença entre o impossível e o difícil é um passo importante. Comportamento é hábito; atitude é estímulo que recebemos. Temos que retomar as rédeas da nossa vida, refletir e fixar a atenção no que desejamos. Essa é a transformação que buscamos”, finaliza.

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