Pesquisa revela que gaúchos querem ir às compras para a Primavera/Verão

As altas temperaturas registradas no mês de agosto fizeram com que o consumidor gaúcho tirasse do guarda-roupa as camisetas, as blusas, as bermudas e os vestidos. Acompanhando as mudanças climáticas, o comércio do Estado já adaptou suas vitrines para o período de “veranico” fora de época, e se prepara para atender a demanda dos clientes por novidades das próximas estações. De acordo com a pesquisa Tendências AGV, da Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo, na qual foram entrevistados 440 consumidores em todo Estado, os gaúchos devem renovar seu guarda-roupa para os próximos meses.

Os dados do levantamento feito pela entidade revelam que 86% dos consumidores pretendem adquirir calçados e vestuário no período, e 43,6% deles afirmam que irão comprar até três itens das novas coleções, demonstrando que o consumidor até reduz as despesas, mas não deixa de consumir o que acha importante. Conforme o presidente da AGV, Vilson Noer, o momento econômico tem forçado os consumidores a fazer cortes nos seus orçamentos, economizando em outros gastos fora de casa, com lazer e itens considerados supérfluos, entre outros.

Peças no chamado estilo Lady Like, com influências dos anos 50, Sport chic, e cores delicadas, inspiradas na paleta Candy Color, são algumas das tendências que poderão aparecer na indumentária das gaúchas nos meses que seguem. Segundo o professor do curso de Moda do Senac Canoas, Iran Marcon, a troca de estação estimula os consumidores a irem às compras. “A troca de estação traz novidades em cores, cortes e modismos no vestuário, estimulando os consumidores a sentirem vontade de dar aquele up no seu visual. Isso se explica devido à necessidade de adequação às novas tendências ou apenas pelo prazer associado à aquisição de um novo item”, explica o professor.

A pesquisa Tendências AGV confirma esse comportamento, já que 25,6% dos que responderam as perguntas afirmando serem movidos pelo desejo de comprar e atualizar o guarda-roupa. Outros 20,9% disseram que compram por uma questão de necessidade de estarem bem vestidos e preparados para a estação. “Esse fator é um comportamento impulsionado e associado ao público feminino, em especial o de moda jovem, que segue tendências de maneira mais massificada, estimulado por grandes redes que trabalham com a chamada moda ‘fast fashion’, que é democrática, acessível e é atualizada de forma cada vez mais veloz”, comenta Marcon.

Noer ressalta que as altas temperaturas em pleno inverno, as chuvas que assolaram o Estado, o parcelamento do funcionalismo público estadual, entre outros, fazem com que os lojistas tenham que se reinventar a cada momento. “Os consumidores já estão procurando por roupas primavera/verão. Então, o mais importante agora é se adequar para as novas estações e liquidar os estoques”, revela Noer.

O Rio Grande do Sul é um mercado onde o varejo registra um alto consumo de produtos têxteis e calçadista. Além disso, os dados do levantamento mostram que 70% dos consumidores se preocupam com a moda ao escolher roupas e sapatos. A pesquisa ainda revelou que, 63% das pessoas optaram por manter despesas com moda e beleza no orçamento e reduzir despesas com lazer e viagens.

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