Pesquisa da AGV: Comércio gaúcho projeta crescer até 8,5% com presente útil na Páscoa

Vale do Taquari – A Páscoa de 2013 deixará nos cofres do comércio do Rio Grande do Sul um crescimento entre 7,5% e 8,5% sobre igual período, não só na venda de chocolates e derivados, mas principalmente pela procura por presentes alternativos tais como jogos, brinquedos, roupas, calçados e livros infantis. Esse cenário é apontado pela Associação Gaúcha para Desenvolvimento do Varejo (AGV). A entidade realizou entre 4 e 15 de março uma pesquisa com 130 entidades do interior do Rio Grande do Sul afiliadas ao sistema.

Entre elas está a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Lajeado, que tem como presidente o empresário Ricardo Luís Diedrich. Ele, que também é vice-presidente na AGV, destaca que nos últimos anos as pessoas têm buscado alternativas duráveis para presentear na Páscoa. “O chocolate mantém seu posto de grande referência, porém, vem perdendo espaço para confecções, brinquedos e itens relacionados à tecnologia”, avalia. Segundo Diedrich, para o comércio de Lajeado estima-se um crescimento nas vendas entre 5% e 10 % sobre o resultado apresentado no ano passado.

Para o vice-presidente da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Estrela (Cacis), Israel Ivan Scheibel, a tendência em Estrela deve acompanhar a do Estado. “O comércio ficará aquecido com a venda de chocolates, complementada com roupas, brinquedos e livros. Além de que, as pessoas saem de casa para comprar o ovo de chocolate e aproveitam pra comprar outros produtos. Há toda uma estrutura preparada pelo comércio para essa época, e isso atrai realmente o consumidor. Dificilmente alguém vai deixar de comprar algum produto na Páscoa”, finaliza Scheibel

O levantamento da AGV indicou que a quase totalidade, 94,8% dos consultados, acredita em aumento de vendas dos negócios. Para 51,3%, a preferência vai recair sobre peças de vestuário infantil e juvenil, seguido de brinquedos (10,3%), ficando o tíquete médio das compras entre R$ 50 e R$ 100 para 53,8% dos respondentes à pesquisa da AGV.

Empregabilidade do comércio

O mesmo levantamento indicou um alto índice de empregabilidade do setor no Estado. Das mais de 23 mil empresas representadas pela AGV, apenas 28,20% consideram que deixaram/deixam de contratar funcionários por falta de mão de obra em sua região ou por falta de qualificação. Estes últimos dispõem de até três empregos para serem preenchidos e que não encontram candidatos. Conforme o presidente da AGV, Vilson Noer, o reconhecimento da importância do comerciário para o desempenho da atividade e a desoneração da folha de pagamento para empresas estão entre os fatores responsáveis pela estabilidade do emprego no comércio gaúcho.

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