Pela Funai, trecho da aldeia é liberado, e obra avança

A comissão que foi até a capital federal discutir a liberação dos dois quilômetros onde fica a aldeia caingangue de Estrela afirma que a Funai está disposta a negociar. No encontro com a coordenadora de licenciamentos ambientais, Júlia Paiva, há um desentendimento entre os índios e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Vistoria deve ocorrer em agosto.

O vice-presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços do Vale do Taquari (CIC-VT), Henrique Purper, explica que em 2010, um contrato firmado entre o Dnit e a Funai garante a liberação da aldeia antiga mediante a entrega da nova. “Só que o Dnit está atrasado. A construção da aldeia demorou demais”, critica Purper.

Segundo Purper, a coordenadora da área de licenças da Funai confirmou que a tribo caingangue do Rio Grande do Sul tem seis pontos de divergência com o Dnit. “E isso, de acordo com a Júlia, é o que trava a liberação”, reproduz o vice-presidente da CIC-VT.

Durante a reunião, foi ventilada a hipótese de liberação da aldeia. Contudo, a coordenadora afirmou que existe uma intransigência por parte dos indígenas “e a Funai se mostra contrária a essa postura”, garante Purper.

Vistoria em agosto

Durante a reunião realizada na última quinta-feira, dia 5, a coordenadora de licenças da Funai confirmou que vem a Estrela em agosto. A data da vistoria está marcada para o dia 7 de agosto. Nesta visita, Júlia deve avaliar a possibilidade de liberar o trecho de dois quilômetros onde está a aldeia antiga.

A aldeia construída pela Plannus Engenharia terá 29 casas, uma escola, um centro cultural e um quiosque para venda de artesanato. O empreendimento está orçado em R$ 8,5 milhões e tem prazo para ser concluído em dezembro de 2015.

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