Partidos se unem e formalizam pedido para que frigorífico de aves seja construído em Encantado

Os presidentes dos sete partidos políticos com representatividade em Encantado PTB, PDT, PMDB, PP, PSDB, DEM e PT estiveram reunidos, na segunda-feira, dia 5, com o presidente do Conselho de Administração da Dália Alimentos, Gilberto Antônio Piccinini; e presidente Executivo, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas.

Sete representantes e um único discurso: que a obra de construção do frigorífico de aves da Dália Alimentos, anunciada neste ano e com projeção de ser iniciada em 2015, seja em Encantado. Desde o mês de fevereiro, quando se iniciaram as tratativas e visitas aos municípios interessados em sediar o empreendimento – que compreende incubatório, fábrica de rações e frigorífico –, iniciou-se, também, uma mobilização para que o complexo, orçado em R$ 70 milhões, seja executado em Encantado.

Estiveram na sede da cooperativa durante o encontro os presidentes de partido Jorge Calvi (PTB), Rafael Fontana (PDT), Lori Theobaldo Moesch (PMDB), Wagner Vidal (PP), Adroaldo Conzatti (PSDB), Nivaldo Magagnin (DEM) e Luciano Moresco (PT).

Na ocasião, um documento assinado pelos sete presidentes foi lido por Moresco, enfatizando os motivos considerados pertinentes para que o novo empreendimento da Dália seja no município. Uma cópia também foi entregue ao prefeito Paulo Costi.

Conzatti manifestou que gostaria que a Dália concretizasse o projeto em Encantado. Fontana elogiou o modelo de gestão da empresa e lembrou que a cooperativa é referência no Estado. Moesch frisou que, primeiramente, é preciso que o município defina uma área de terras e a indique à cooperativa. “Não pode ficar só em boas intenções, tem de haver algo concreto. E se não for em Encantado, que pelo menos seja no Vale do Taquari.”

Vidal colocou que tal mobilização dos partidos reflete um novo tempo, de união, pensando em prol do município. “Nosso compromisso é a união para fazer com que este frigorífico permaneça em Encantado.” Calvi afirmou que existe uma preocupação bastante forte em não deixar que os investimentos da Dália saiam de Encantado. “Vamos nos empenhar para buscar uma área de terras, colaborar com este projeto que é muito importante.” Por fim, Magagnin elogiou a atual gestão da cooperativa e ressaltou que, pela tradição, “a história da Dália se confunde com a história do município.”

“Não existe nada definido”

O presidente Executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, falou acerca do projeto e disse que o principal problema ainda é com relação à infraestrutura. Também adiantou que, por enquanto, não existe uma área de terras ideal para o empreendimento. “Não existe nada definido.”

Destacou como um dos gargalos a falta de mão de obra e que só não é possível produzir mais pela falta de funcionários. “Hoje possuímos um déficit de 42 funcionários no frigorífico.” Relembrou a contratação dos haitianos, em 2012, como um diferencial que garantiu ganho de mercado com maior capacidade de produção.

Em relação ao crescimento da cooperativa, fez um comparativo entre a década de 1990 e a fase atual. “Em 1990, 500 suínos eram abatidos por dia e 60 toneladas de embutidos produzidas por semana. Hoje, são abatidos 2,7 mil suínos e 700 toneladas de embutidos produzidas, com meta de atingir uma tonelada”, explica.

Outro problema levantado por Freitas foi em relação à praça de pedágio, outro gargalo apontado por ele como empecilho. “Há três anos realizamos uma pesquisa sobre os custos que a Dália tinha com pedágio. Registramos um custo de R$ 150 mil por ano.” Apontou que a praça de Encantado é ineficiente, pois há poucos guichês de cobrança e isso torna o trânsito mais lento. “Essa espera e perda de tempo faz com que os fretes para Encantado se tornem mais caros.”

Quanto ao frigorífico de aves, por fim, voltou a afirmar que ainda não há nada definido, mas que será necessário decidir qual o município que irá sediar o empreendimento até o mês de junho. “Estamos aguardando. Até agora ainda não surgiu a área de terras ideal.”

O presidente do Conselho de Administração, Gilberto Antônio Piccinini, lembrou que a decisão sobre qual município irá sediar o empreendimento será racional, feita pelo Conselho de Administração. “Temos uma marca forte, um conselho experiente e muita vontade de seguir neste mercado. Quem faz um projeto novo deve buscar o ideal, e é isso que estamos fazendo.”

Saiba mais

O complexo, que irá contemplar o frigorífico de aves, a fábrica de rações e o incubatório, terá 13 mil metros quadrados de área construída e está dividido em duas etapas. Na primeira, a previsão de investimento é de R$ 55 milhões, com abate de 52 mil cabeças de aves/dia, contratação de 323 funcionários e 140 produtores integrados.

Na segunda etapa, o investimento previsto é de R$ 70 milhões, com abate de 100 mil aves/dia, abertura de 560 novos postos de trabalho e participação de 256 produtores integrados.

Entre os critérios para definição da cidade que poderá comportar a planta de aves está a disponibilização de uma área de terras com, no mínimo, 25 hectares licenciada pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). Outros aspectos estão relacionados à logística, à mão de obra disponível, localização às margens de uma rodovia não pedagiada, corpo d’água para capacitação e recebimento de efluentes, terraplanagem e retorno de parte dos impostos gerados.

Após a definição do local, o projeto será encaminhado aos órgãos financiadores para aprovação. As obras deverão iniciar no primeiro semestre de 2015 com previsão de operação já em 2016. Com a entrada no mercado do segmento aves, a Dália Alimentos irá ampliar o portfólio de produtores que já conta com leite e suínos. Hoje, a cooperativa conta com 2.047 produtores de leite e 541 produtores de suínos associados.

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