Oportunidades de negócio na Copa do Mundo pautam palestra com Denardim

A inauguração em eventos de treinamento do novo auditório da CIC Teutônia reuniu cerca de 180 pessoas para a palestra show do radialista da Rádio Gaúcha, Pedro Ernesto Denardim. Realizado na noite de segunda-feira, dia 28, numa parceria entre CIC e Cooperativa Languiru, o público se divertiu em uma hora e meia de muitas histórias e show musical.

Com a palestra “Oportunidades de negócio na Copa do Mundo”, Denardim relatou sua experiência de nove Copas, procurando despertar a comunidade para o que a presença de seleções, imprensa e turistas estrangeiros pode gerar. Com sua voz inconfundível, trouxe muitos números e divertiu a plateia com as tradicionais brincadeiras envolvendo torcedores e a paixão pela dupla Grenal.

“A Copa do Mundo é o maior evento da humanidade, mas é possível que o Brasil faça a pior Copa da história. Mesmo assim, 90% dos ingressos já foram vendidos”, disse na abertura da palestra.

Baseando-se em pensamento do jornalista esportivo Ricardo Setyon, Denardim definiu a importância do evento da Fifa: “Organizar uma Copa do Mundo ou uma Olimpíada é a oportunidade de uma nação ampliar negócios, turismo, visibilidade e, para um país como o Brasil, ganhar experiência na organização, produção e gestão de um megaevento.”

Legado

“A Copa do Mundo é fantástica, mas será que saberemos receber seleções fantásticas e muitos turistas?”, perguntou o palestrante. Denardim falou do legado que o evento deixa nos países sede, principalmente investimentos em infraestrutura. Entre outros números, ele enfatizou que 300 países compraram os direitos de transmissão para a Copa de 2014, que deverão enviar ao Brasil 55 mil profissionais de imprensa. “Esses jornalistas estrangeiros vão visitar inúmeros recantos no país, vão falar da nossa gastronomia e dos pontos turísticos, produzindo inúmeros conteúdos jornalísticos, muito além do futebol. Vão vender o Brasil, prestando um serviço extremamente importante para o país”, afirmou.

Denardim também falou do incremento para a rede hoteleira, o que significa emprego e renda, “fundamentais para nossa economia”. Outro legado são os investimentos em tecnologia, em especial de sinal de internet.

“Oitocentos mil turistas visitarão o Brasil. Cada um deles deve permanecer no país pelo tempo médio de 14 dias, gastando cerca de R$ 10 mil cada um. Isso tudo gera 330 mil empregos permanentes e outros 380 mil empregos temporários”, ressaltou.

Num comparativo com outros países sede, citou a Copa da Alemanha, em 2006. “Lá as cidades se prepararam para receber turistas de diferentes nações, com atenção especial para a gastronomia, a língua e atrações culturais. Será que o Brasil está entendendo isso”, recordou.

Negócios com o futebol

Denardim ressaltou que unir marcas com o futebol é algo muito interessante. “O retorno é extraordinário. Vejam o Michel Teló, que teve uma de suas músicas dançada em comemoração do melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo, em jogo do Real Madrid, e alcançou o topo das paradas de sucesso. Há uma relação direta entre ação, produto e consumo.”

Por fim, citou os jogos que irão ocorrer em Porto Alegre. “Todos ganham com isso. Visibilidade, turismo e negócios são o legado da Copa do Mundo”, concluiu, encerrando a programação com músicas de sucesso da cultura gauchesca, na companhia de sua banda Show dos Esportes.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...