“O produtor precisa aprender a gostar do seu rebanho”

O interesse por novas tecnologias, sempre buscando a viabilidade da pequena propriedade, é característica dos produtores de leite que comercializam a produção para a Cooperativa Languiru. Nesse sentido, quem vem realizando um grande trabalho, com o intuito de trazer novidades para o associado que atua na atividade leiteira, é o Setor de Leite do Departamento Técnico.

No mês de julho, em evento prestigiado pela direção, técnicos e 60 associados, o Setor de Leite organizou mais um encontro na Associação dos Funcionários da Languiru, com palestra do gerente técnico da Alltech, Winston Giardini, que abordou o tema “Alimentando vacas de alta nutrição”.

Leite é rentável

O zootecnista, que atua há 25 anos na cadeia leiteira, convidou os produtores a refletir sobre a condução das propriedades. Giardini usou a palavra “gestão” para frisar a necessidade dos produtores conhecerem aspectos de cada animal do rebanho. “O produtor precisa aprender a gostar do seu rebanho. A vaca ainda é um animal que admite muitos erros e não é como nas integrações de aves e suínos, onde com um erro, você pode perder todo lote”, comparou.

Giardini, que presta assessoria em várias bacias leiteiras da América Latina, comentou que a produção de leite no Brasil está dividida em ‘ilhas’. Destacou a região de Castro, no Paraná, que é colonizada por holandeses e tem uma média de 40 litros de leite vaca/dia. “O leite é rentável se o produtor caprichar no manejo da propriedade. É muito melhor ter poucos animais produzindo muito do que muitos animais produzindo pouco. Você precisa oferecer conforto para a vaca, para que assim ela possa, gradativamente, ir aumentando a produção de leite”, afirmou.

O palestrante explicou as funções de cada um dos órgãos que compõem o sistema digestivo dos bovinos, como boca, retículo, rúmen, omaso, abomaso e intestino delgado. Nesse contexto, destacou que a eficiência alimentar é o fator mais importante na produção de leite. “Ao dar comida para a vaca, nós alimentamos as bactérias do rúmen, que produzem glicose. Praticamente a única fonte de energia da vaca são as bactérias que fermentam no rúmen. Por dia, de dois a três quilos de bactérias são produzidas no rúmen da vaca para serem absorvidas e transformadas em proteína”, disse.

Outro ponto elucidado por Giardini foi sobre como o produtor pode determinar a qualidade do alimento por meio de cálculos que contemplam o peso, a proteína, FDN e FDA. “Temos que parar de ser tirador de leite e passar a ser produtor de leite, afinal, estamos produzindo alimentos para humanos”, entende.

Nome a preservar

O presidente da Languiru, Dirceu Bayer, enfatizou a seriedade do trabalho e a tradição da cooperativa, principalmente em se tratando da produção de alimentos. Bayer contextualizou o momento da cadeia leiteira e observou que os técnicos do setor estão à disposição para esclarecer dúvidas dos produtores. “Sempre procuramos fazer a coisa certa porque a Languiru tem um nome a preservar. Ela está sempre junto do associado”, frisou, destacando a posição da Languiru entre as maiores cooperativas agropecuárias do Estado.

Alimentos de qualidade

O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, lembrou que a cooperativa exporta cortes de frango e de suíno para mais de 40 países. Enalteceu a qualidade do leite produzido nas propriedades dos associados, enfatizando que esse é um trabalho que não pode parar. “Cada vez mais temos que ser profissionais para continuar produzindo alimentos de qualidade”, concluiu.

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