No Uruguai, jovem associado amplia conhecimento sobre atividade leiteira

Uma realidade diferente e a oportunidade de conhecer a cultura de outro país. Foi isso que Cláudio Luis Martini (27) vivenciou durante os dias 23, 24 e 25 de setembro. O produtor de leite de Linha Arroio Bonito, interior do município de Coqueiro Baixo, foi o selecionado pela Dália Alimentos para participar do 1º Encontro Pan-americano de Jovens Produtores de Leite, na cidade de Colonia, no Uruguai.

Foram três dias de conhecimento e troca de experiências no encontro que teve a participação de 140 jovens vinculados à produção leiteira de vários países das Américas como Uruguai, Argentina, Chile, Panamá, Equador, Venezuela, Colômbia e Brasil.

A delegação jovem brasileira foi coordenada pela OCB/Sescoop e esteve composta por 11 representantes. Destes, quatro jovens gaúchos associados às cooperativas Dália Alimentos, Piá e Cosulati; além de representantes dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

Martini participou de conferências, palestras, atividades recreativas de integração, além de visitas técnicas a fazendas leiteiras, plantas industriais e centros de pesquisa da região. Além do intercâmbio, o encontro colocou em debate temas como sucessão familiar e novas tecnologias. O jovem, junto ao grupo, também teve a oportunidade de conhecer e conversar sobre os sistemas de produção de cada país, e discutir o futuro da atividade.

Os jovens brasileiros estiveram acompanhados pelos analistas do Sistema OCB Gustavo Beduschi e Pedro Silveira. De acordo com Silveira, a participação do grupo brasileiro em um evento deste porte ressalta a importância do país no mercado leiteiro. “Foram vistos temas de suma relevância dessa cadeia produtiva, da qual as cooperativas brasileiras são responsáveis por mais de 40%”, frisa o analista.

Para Martini, o que mais o impressionou foi a forma de alimentação adotada no país para o gado leiteiro. “Não se utiliza silagem, só pré-secado como feno, centeio e trigo. Isso, por causa das áreas grandes e planas de terras, que facilitam o plantio de pastagem. As vacas só comem pasto”, relatou.

Ele também se surpreendeu com a cultura e gastronomia do país. Diz ter feito amizade com outros brasileiros e que a viagem irá ficar marcada na memória como um momento de aprendizagem e conquista. “Nunca tinha andado de avião, de balsa e de táxi e fiz isso em um único dia. A oportunidade de ir para outro país foi muito boa, a gente aprende com tudo, com as pessoas, com a cultura, com a forma de falar, de agir. Agradeço à Dália por ter me escolhido, foi um presente muito importante para a minha vida”, considera.

O evento foi realizado pela Federação Pan-americana de Leite (Fepale) em parceria com a Associação Nacional de Produtores de Leite (ANPL) do Uruguai.

“Quero participar do Vale dos Lácteos”

Martini conta que começou a atuar com gado leiteiro em 2006, pensando na diversificação da propriedade rural que tinha no tabaco e nas aves a principal renda. Atualmente, possui um rebanho de 16 animais em lactação e uma produção diária de 390 litros de leite. Planeja ampliar o número de vacas em lactação para 18 animais e, com a avaliação do rebanho que foi feita recentemente, a média de 25 litros/leite/vaca deve aumentar para 28 ou 30 litros em pouco tempo. “A gente trabalha para isso. Estou indo em cursos, capacitações, porque quero melhorar cada vez mais a atividade”, comenta.

O desejo do jovem é qualificar a produção e a genética dos animais para, tão logo, poder fazer parte o programa Vale dos Lácteos. O projeto da Dália Alimentos reúne os melhores produtores de leite da cooperativa, com médias acima de 30 litros/leite/vaca/dia, que recebem acompanhamento diferenciado.

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