Negócios em Pauta

Profissionais debatem educação continuada em Estrela

 

” É possível uma educação descontinuada?”. Essa foi uma das muitas reflexões propostas pela diretora do Senac Lajeado, Etiene Azambuja, em sua explanação durante o oitavo workshop do projeto Negócios em Pauta, realizado nesta quarta-feira (25) em Estrela. A atividade abordou a necessidade de qualificação constante e discutiu formas de sensibilizar empresários e colaboradores sobre a importância da educação continuada. Participaram do debate a coordenadora do Núcleo de Educação Continuada da Univates, Bernardete Cerutti, e os diretores da Rola Moça, Alexandre Dullius, da Poolseg, Ervino Scheeren, e da Capital Verde, Raquel Winter.

Mencionando que a educação continuada traz consigo a ideia de que nunca é tarde para aprender e que sempre há algo novo a ser aprendido, Etiene afirmou que a busca pela evolução permanente é justificada pelas oportunidades de colocação profissional, rápidas mudanças no mercado, questões tecnológicas e satisfação pessoal. “Ninguém imagina que vai nascer e morrer fazendo a mesma coisa ou do mesmo jeito. O mundo já nos mostrou que isso não é possível”, afirmou. Para ela, dentro das empresas todas as etapas da gestão estão vinculadas ao desenvolvimento das pessoas e por isso a relevância da educação corporativa. Etiene descreveu que, em se tratando de qualificação, existem três perfis de organizações: aquelas que não investem no aperfeiçoamento interno e sempre buscam novas opções no mercado; as que oferecem momentos formais de aprendizado, mas que não conseguem transformá-lo em conhecimento coletivo; e as que proporcionam o desenvolvimento dos colaboradores e revertem isso em benefício próprio.

Apesar dessas diferenças, de acordo com Raquel, cada vez mais as empresas têm compreendido a riqueza de possibilidades com as quais é possível desenvolver a educação corporativa, percebendo que ela é uma construção de conhecimento relacionada ao desenvolvimento de competências humanas, quer seja nas atividades profissionais ou na carreira pessoal. Ao admitir que “precisamos sair do paradigma de que a educação continuada está associada a programas de treinamento e capacitação”, ela garantiu: “Não dá para pensar em educação continuada sem ter um laboratório de inovação dentro do negócio”.

Trazendo uma visão mais acadêmica, Bernardete concordou que os empresários estão percebendo a necessidade de desenvolver as pessoas, mas ponderou que, antes de trazer consultores externos, eles devem considerar os talentos internos e permitir que compartilhem e multipliquem seus conhecimentos. Diante da declaração de Raquel de que a prática se aprende na prática, Bernardete comentou que o assunto é uma preocupação constante das instituições de ensino, as quais vêm desenvolvendo em sala de aula metodologias mais próximas e ativas. Acerca do debate sobre a educação organizacional, ela alertou que a preparação individual para um mercado extremamente competitivo e globalizado não é de responsabilidade do empregador: “Cada pessoa tem que entender que não é a empresa que precisa desenvolver a carreira dela”.

Já na contabilidade, o tema educação continuada não é novidade. Prestigiando o evento, o contador Elson Bender lembrou que o Conselho Regional de Contabilidade do Rio Grande do Sul (CRCRS) instituiu na década de 90 ciclos de cursos e palestras em todo o Estado, visando a qualificação da atividade. Presidente do Sincovat, Rui Mallmann citou o desafio diário de se fazer novas obrigações acessórias e concluiu: “Nós não temos outra alternativa a não ser fazer educação continuada durante todo o dia, senão nossos clientes nos atropelam”.

O Negócios em Pauta é uma realização do Sincovat em parceria com o jornal A Hora. O próximo workshop está agendado para o dia 22 de novembro, em Teutônia, e abordará o tema “Fidelização: como manter os clientes e os colaboradores?”.

 

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