Negócios em Pauta

Workshop ressalta importância do uso de indicadores no processo de decisão

O conceito, importância e aplicação dos indicadores de gestão foram o tema do terceiro workshop do projeto Negócios em Pauta realizado nesta quarta-feira (26) em Teutônia. Promovido pelo Sincovat e jornal A Hora, o painel teve como convidada a gerente de operações da Unimed Vales do Taquari e Rio Pardo (VTRP), Rosilene Biveu Doehl Knebel, que abordou os índices considerados vitais na tomada de decisão e destacou a importância do monitoramento de resultados.

Segundo ela, “indicadores são informações quantitativas ou fatos relevantes que expressam o desempenho de um processo ou produto, buscando a eficiência, eficácia ou nível de satisfação e permitindo acompanhar a evolução ao longo do tempo”. Esclarecendo que dados organizados e sistematizados geram informações que analisadas através de métricas, gráficos e cálculos estatísticos se transformam em indicadores, Rosilene afirmou que a mensuração de processos, estratégias e resultados contribui para a gestão dos negócios. Para ela, a questão não é medir tudo, mas priorizar pontos considerados relevantes para o setor de atuação, e por isso a importância da estruturação de metas. Tendo como base o acompanhamento de históricos, necessidade de resultado e referenciais comparativos, é possível definir os níveis a serem atingidos, o período necessário para isso e com quem será feita a comparação. Porém, a profissional ressaltou que a meta precisa ser realizável, principalmente quando se trabalha com equipes: “Não adianta colocar metas inalcançáveis. Ela tem que ser desafiadora, mas também ser possível de ser atingida”. Na estrutura da Unimed VTRP, os índices e metas são baseados em conceitos de qualidade e os principais indicadores são os estratégicos, de processos, de riscos e de monitoramento.

A convidada também participou de um debate com o presidente do Sincovat, Rui Mallmann; consultora organizacional da Capital Verde, Raquel Winter; professor da Univates nas áreas de marketing, estratégia, gestão comercial e inteligência de mercado, Gerson Bonfadini; presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; e gerente do Sebrae VTRP, Liane Klein; sendo instigada a expor sua experiência e visão de gestão. Questionada sobre a aplicação de indicadores em empresas de pequeno e médio portes, ela considerou: “Tem que saber onde quer chegar, independentemente do tamanho. Olhar para o mercado e identificar o cliente, o produto e para onde ir”. Diante do desafio de se obter informações estruturadas, o segredo é ter conhecimento sobre o negócio e visão completa dos cenários interno e externo, avaliando funcionários, economia, tecnologia e concorrência. A formalização de processos assegurou uniformidade à Unimed e para os pequenos empreendedores garante eficiência, eficácia e padronização das atividades.

Para garantir o sucesso na aplicação dos indicadores, a atuação das entidades de classe na conscientização dos associados e a necessidade de as grandes corporações compartilharem seus conhecimentos e práticas foram apontadas como essenciais, assim como a atuação do gestor dentro da empresa. “Um bom administrador precisa ser resiliente, ter conhecimento, trabalhar de forma multidisciplinar e usar métricas que auxiliem no processo de decisão. Tem que pensar diferente e trazer uma cultura de transformação”, reconheceu Rosilene. A gerente ainda comentou sobre a correlação entre indicadores e o dever de se observar o impacto de um sobre o outro, reavaliando riscos e revalidando metas: “Indicador não é algo parado. Tem que acompanhar o que está acontecendo para direcionar o trabalho. Não adianta medir se eu não tomar atitude sobre isso”. Para os presentes no evento, ela deixou como mensagem: “O principal é identificar o que é realmente importante no negócio de vocês, cada um na sua estrutura. Vale lembrar que credibilidade não é indicador. Valores como ética, humildade e seriedade tem que estar por trás de tudo o que se faz”.

Mantendo a dinâmica de apresentar cases de gestão e empreendedorismo, Bayer relatou sua trajetória na reestruturação da Cooperativa Languiru, enfatizando o papel da utilização de indicadores na recuperação da empresa. Ele finalizou: “ A característica básica do administrador é ser humilde. Ser líder é manter a motivação e saber transmiti-la aos demais. É na dificuldade que surge uma diversidade de oportunidades”.

Fonte Simone Rockenbach

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