“Não existe milagre nem salvador da pátria” diz Carolina Bahia sobre Eleições 2018 na Acil

“Não existe milagre e nem salvador da pátria. Temos autoridades e lideranças políticas que vão conseguir fazer a melhor transição possível para a saída da crise com estabilidade. Isso é fundamental. Respeitando a estabilidade política e o tripé macroeconômico, dentro de uma moeda estável e com democracia.” A afirmação foi feita pela editora-chefe e colunista da sucursal RBS Brasília, Carolina Bahia, que palestrou na reunião-almoço (RA) desta quarta-feira (15.08) promovida pela Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) e Grupo RBS. A exposição, intitulada “Eleições 2018: os principais temas e desafios – dos candidatos aos eleitores”, teve a presença de 125 lideranças empresariais, comunitárias e políticas.

No evento, a palestrante apresentou uma análise do atual momento político, abordando os bastidores dos preparativos para as campanhas dos principais candidatos à presidência da República. Carolina também falou sobre assuntos que deveriam estar no topo das prioridades, mas ainda ficam em segundo plano, e as velhas fórmulas eleitorais que ainda fazem sucesso, como o discurso populista.

 

Pouca renovação

De acordo com Carolina, as eleições desse ano estão entre as mais importantes da história, por ocorrerem

durante um período de crise econômica e logo após o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ela lembra que existem 13 candidaturas registradas para presidência da república e que todos estes já fazem parte do cenário político nacional. “Não teremos outsiders, aquelas figuras que apareceram lá no início do debate como, por exemplo, Luciano Hulk e Joaquim Barbosa, nomes totalmente fora da política”, reforça. Segundo ela, os agentes do mercado financeiro estão atentos às indicações das pesquisas, uma vez que os resultados das eleições interferem diretamente nos investimentos.

 

Alianças

Conforme a palestrante, se é verdade que não existem novos nomes concorrendo, a principal dúvida é se a fórmula da vitória de anos anteriores será suficiente em 2018. “A política de alianças para conseguir apoio e tempo na TV sempre foi uma garantia de sucesso. Agora, é preciso ver qual o peso das redes sociais e dos discursos.”

Independente disso, Carolina afirma que os velhos barões da política continuarão dando as cartas no Congresso. Cita como exemplo Renan Calheiros, que já articula assumir a presidência no Senado em 2019. Além deles, nomes como Romero Jucá, Henrique Eduardo Alves, Eunício de Oliveira e José Sarney continuarão com grande poder e influência em Brasília. De acordo com a palestrante, as possibilidades de renovação são pequenas, uma vez que os partidos com maior bancada no Congresso têm mais recursos e tempo de campanha na TV.

 

Bancada do crime

Lembra que, além de negociar com as bancadas partidárias, o próximo presidente ainda terá de negociar com as bancadas temáticas, como as da Bíblia, da Bala, do Boi e da Bola. “A grande tendência é de aumento dessas bancadas. Além disso, podemos ter o ingresso de representantes de facções criminosas, que formariam a bancada do crime”, alerta. Para ela, a grande pergunta que os eleitores devem se fazer é se estão realmente dispostos a acabar com a corrupção, não apenas na política, mas também nas pequenas atitudes individuais do cotidiano.

 

Ameaça à democracia 

Para Carolina, os eleitores precisam ficar muito atentos com a propagação de fake news, as notícias falsas que circulam pelas redes sociais. Cita como exemplo as falsas pesquisas que apontam algum candidato com grande vantagem em relação aos demais. “Todas as pesquisas realizadas conforme as regras são registradas e divulgadas nos meios de comunicação”, ressalta.

Aconselha que a população investigue sempre a fonte das informações recebidas nas redes sociais, além de desconfiar de títulos alarmantes, das datas referidas nas informações e se as pessoas que aparecem são mesmo as anunciadas nas notícias. “Na greve dos caminhoneiros, circulou um vídeo de apoio de uma pessoa que se dizia chefe da PRF. Como conheço os chefes da PRF, logo vi que era falso”, assinala. Para a jornalista, uma mostra do que as fake news podem fazer com uma eleição pode ser visto nos Estados Unidos, no pleito que elegeu Donald Trump.

Após sua apresentação, Carolina, acompanhada da presidente da Acil, Aline Eggers Bagatini, e Joel Goulart Júnior, do Grupo RBS, respondeu às perguntas dos participantes.

 

Realização

As RA de 2018 da Acil têm o apoio de Bebidas Fruki, BRDE, Dalva Pohren Serviços Contábeis, Excellence Garçons, Invictos Ar Condicionados e Refrigeração, Lyall Construtora e Incorporadora, MSommer, Olicenter, Planus Arquitetura e Sicoob Meridional.

 

Colaboração Thiago Maurique

Fonte Assessoria de imprensa Acil

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