“Não existe mágica, mas espero que governantes venham para servir, e não para serem servidos”

No dia 30 de março a CIC Teutônia promoveu a primeira edição de 2016 do seu tradicional Almoço Empresarial. Tendo por local o Auditório 03 da entidade, o evento contou com a participação de 70 pessoas para a palestra “Brasil, país do futuro… até quando?”, proferida por Paulo D’Arrigo Vellinho, diretor de diversas entidades e empresas gaúchas ao longo dos últimos anos.

“Estão nos tirando a esperança”

Com vasta experiência de vida e profissional, Vellinho se mostrou pessimista com relação ao futuro do país, considerando a atual crise econômica e política. “O maior patrimônio da sociedade é o ser humano. Viajei muito na minha vida, aprendi muito, mas também me frustrei muito. O Brasil possui um governo medíocre, somos um país ingovernável, com mais de 30 ministérios conflitantes e divergentes. Isso faz com que não avancemos”, avaliou.

Num comparativo com outras nações, ele citou o exemplo de desenvolvimento do Japão, considerando suas limitações de terra e os desastres naturais. “A única riqueza que os japoneses puderam criar é o ser humano. Entre seus projetos de maior destaque estão o saneamento básico, a nutrição das gestantes e das crianças, e a valorização do professor. No Japão, o Ensino Fundamental é o alicerce do conhecimento, os professores recebem qualificação e assumem uma enorme responsabilidade na formação do cidadão do amanhã. Por isso eles passaram a ser uma potência mundial”, citou Vellinho.

Quanto ao Brasil, ele afirmou que “somos eternamente apenas um país do futuro, onde até a esperança estão nos tirando. Estou desacreditado, acreditei que tínhamos tudo para ser um país digno. Apesar disso tudo, não posso me acomodar, seja como pessoa ou como empresário. Nosso pior inimigo é a rotina, o hábito”. Para o palestrante, o planejamento é essencial. “Planejem à exaustão e estejam preparados. Isso exige esforço e dedicação. Mas, infelizmente, o Brasil não planeja e não sei se um dia vai aprender a planejar”, ponderou.

Atraso

“Nós decaímos, regredimos 20 anos. Sem planejamento, as obras ficam mais caras. Com a Operação Lava-Jato ficou claro que o que se constrói aqui é muito mais caro, com enorme corrupção. A infraestrutura que temos hoje é a mesma dos governos militares e, atualmente, não temos condições para melhorar, pois não há recursos”, disse.

A política foi duramente criticada pelo palestrante. “O culpado não é um ou outro, é a corporação que possui uma máquina infernal que produz benesses a si próprio. Nos falta muita cidadania, não temos, de um modo geral, respeito ao país, à pátria. Precisamos amar o Brasil, que somos nós, a sociedade, mas o país que temos hoje é injusto. Eu não acredito na qualidade dos nossos políticos. Não existe mágica, mas espero que governantes venham para servir, e não para serem servidos. Na atualidade, qualquer um serve para nos governar, mais parece um circo”, finalizou.

Destinações do Imposto de Renda

O contador e delegado regional do CRC-RS de Teutônia, Gustavo Luiz Schnoremberger, apresentou campanha desenvolvida pela Delegacia do Conselho Regional de Contabilidade de Teutônia e da Diretoria de Serviços da CIC Teutônia que visa conscientizar as pessoas que fazem declaração de Imposto de Renda pelo modelo completo a fazerem doações ao Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. “Nesta época de entrega de declaração de Imposto de Renda o contribuinte pode doar 3% do I.R. devido e, durante o ano, pode fazer a doação espontânea de 6%”, explicou.

Atualmente, já existem alguns projetos sociais em andamento por meio da Assistência Social do município. Em 2015, a campanha possibilitou a arrecadação de R$ 25,8 mil para o Fundo. “Um estudo da Famurs estima que Teutônia tem potencial de arrecadação para o Fundo superior a R$ 200 mil. Ou seja, são aproximadamente R$ 180 mil de recursos que vão para o Governo Federal, mas poderiam ficar em Teutônia para projetos sociais envolvendo nossas crianças e adolescentes”, afirmou Schnoremberger.

Mais informações sobre campanha podem ser obtidas nos escritórios de contabilidade do município, com os contadores e junto à CIC.

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