Missão à China prospecta exportação de produtos Dália

O presidente Executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, foi um dos integrantes da comitiva do Governo do Estado do Rio Grande do Sul que esteve em missão oficial na China, no início do mês de dezembro de 2013.

Freitas foi convidado para compor o grupo do Agronegócio, do qual também participou o secretário adjunto da Secretaria de Estado da Agricultura, Cláudio Fioreze; o secretário de Estado da Secretaria de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik; o diretor do BRDE, José Hermeto Hoffmann; o professor de Gestão em Agronegócio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Antônio Domingos Padula, e demais integrantes.

O objetivo e foco geral da missão, segundo o presidente Executivo, foi reforçar a relação institucional e industrial entre a China e o Rio Grande do Sul. Com relação ao agronegócio, Freitas comenta que a finalidade foi conhecer o sistema de organização do país no segmento e também prospectar possibilidades para uma futura importação e exportação de alimentos.

O roteiro da comitiva do agronegócio incluiu visitação às cidades de Pequim, Xangai, Wuhan e Nandin, além de comunidades interioranas, universidades e empresas na área de projetos para irrigação. “Percebemos que a política do governo chinês é a de comprar matéria-prima e industrializar, agregando valor ao produto, gerando receita, mão de obra e emprego no país. Atualmente, os chineses demostram mais interesse em importar minério de ferro, soja e milho”, informa Freitas.

Entretanto, o país vislumbra interesse em importar alimentos como leite em pó, carne suína e de frango, mel e suco de uva. Nesse sentido, aparece o Estado do Rio Grande do Sul e a Dália Alimentos, focada para a exportação de leite e cortes suínos.

Exportar e Importar

Segundo Freitas, além de exportar, a Dália também visa importar insumos como caixas de papelão, embalagens plásticas, temperos, tripas, entre outros. Um dos pontos que impressionou o presidente Executivo durante a viagem foi a visita a um frigorífico de suínos, que importa para a Ásia e Rússia. Em 2012, foram abatidos 30 milhões de suínos; e, para 2016, a projeção é abater cem milhões de cabeças.

Na perspectiva de Freitas, a viagem foi produtiva, pois proporcionou adquirir novos conhecimentos e ampliar o leque de possibilidades de negócios na China. “O fato de estar acompanhando uma comitiva oficial do Governo do Estado, nos abriu portas para a busca de mais conhecimento, novas informações e perspectivas para a exportação.”

China hoje

O momento atual da China é de remodelação, sendo que o país está passando por uma revolução em todas as áreas. “O crescimento chinês é algo surpreendente. O país está em uma grande reforma, de ponta a ponta, permanente”, opina.

Outro fator que despertou a atenção do presidente foi a decisão do governo da China em promover também uma reforma no setor do agronegócio, visando a alta produtividade e a eficiência na produção.

Há alguns anos, surgiu um movimento em que as terras utilizadas por micro e pequenos produtores foram destinadas a empresas parceiras e privadas, que produzem com tecnologia e obtém alta produtividade, pois o governo chinês entende que o uso da terra é estratégico para o país que não pode se dar ao luxo de ter pequenos produtores com baixo índice de tecnologia e produtividade.

Para esses pequenos produtores, o governo construiu distritos industriais e moradias e destinou-os ao trabalho industrial. “Com isso, percebemos que a pequena produção individual com baixa produtividade não resistirá no mundo. O negócio é trabalhar em conjunto, de forma coletiva. A associação de pequenos produtores em maiores empreendimentos será essencial para o agronegócio continuar”, afirma.

Na visão de Freitas, o governo chinês entende que a terra é um bem importante, por isso pertence ao Estado. “Futuramente, a China vai estar perto da autossuficiência em alimentos. Registra um fantástico salto de produtividade, altos índices de eficiência, iguais ou superiores aos melhores do mundo em todas as áreas”, declara.

População

A China possui um bilhão 350 milhões de habitantes. Destes, 350 milhões estão divididos entre classe média e classe média alta. O restante – um bilhão – são trabalhadores, operários e agricultores, que têm casa, alimentação e vida digna. “O modelo adotado naquele país está dando certo. No plano político é uma ditadura comunista; no plano econômico é um modelo capitalista”, observa Freitas.

Infraestrutura

Quanto à infraestrutura, cita que tudo que o governo faz é voltado para o uso coletivo e tem qualidade para os chineses. “Os aeroportos, as estradas, os trens funcionam muito bem”, cita, exemplificando que uma viagem de trem-bala na primeira classe, numa distância equivalente entre Porto Alegre e São Paulo, custa em torno de R$ 40.

Sobre os problemas do país, Freitas enumera a poluição encontrada nos rios e no ar. Segundo ele, cerca de 20% da população usa máscaras para se proteger da poluição. Durante a estadia, o serviço de diplomacia, as embaixadas e os cônsules prestaram todo suporte necessário ao grupo, acompanhando em visitas.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...