Mercado prevê inflação de 4,7% para este ano

Redução pode ocasionar queda da taxa de juros

O Banco Central anunciou a projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2017. De acordo com o BC, a inflação para o ano ficará em 4,7%, quase dois pontos abaixo da registrada em 2016, de 6,4%.

Diante da possibilidade de queda no índice, a expectativa é de redução na taxa básica de juros (Selic), hoje em 13,7% ao ano. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definirá a Selic ocorre entre os dias 10 e 11.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, acredita em uma redução de até 3,5 pontos na taxa de juros até o fim do ano. Com o índice chegando a 10,2%.

Professor de Economia da Univates, Ari Künzel estima que a queda na inflação favorece a retomada do consumo às famílias. Porém, ressalta que a sazonalidade relacionada à oferta e procura de determinados produtos pode reduzir o impacto da queda.

“Boa parte do consumo das famílias está relacionada a produtos para períodos determinados do ano”, alega. Com o amento da procura, os preços desses itens podem subir, ficando acima das previsões.
Investimento no setor produtivo

Se concretizada a queda na taxa de juros, Künzel acredita em uma retomada de investimentos em setores como máquinas e equipamentos para indústria.

“Normalmente, taxas menores levam a uma melhoria nos índices de empregos”, aponta. Segundo o professor, as alíquotas praticadas hoje no Brasil privilegiam as aplicações no mercado financeiro em detrimento do sistema produtivo.

“É difícil conseguir uma atividade com retorno tão alto quanto a das nossas taxas de juros”, alerta. Dessa forma, avalia, potenciais investidores optam por deixar o dinheiro parado em aplicações financeiras ao invés de realizar aquisições.
Exportações em alta

A balança comercial brasileira apresentou superávit recorde em 2016. As exportações superaram as importações em US$ 47,69 bilhões no ano, melhor índice desde o início da série histórica, em 1989. Em dezembro, o superávit foi de US$ 4,4 bilhões.

Os números foram divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Ao todo, foram US$ 185,2 bilhões em exportações contra US$ 137,5 bilhões em importações.

Fonte Jornal A Hora

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