Meliponicultura é tema de reunião entre técnicos e representantes de entidades

Com o objetivo de debater a construção de uma legislação sanitária e ambiental que possibilite conseguir registro de inspeção para a comercialização de mel de abelhas nativas sem ferrão, foi realizada na última quarta-feira, dia 30 de abril, uma reunião no Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado. A atividade foi coordenada pelo assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar em Apicultura e Meliponicultura, Paulo Conrad, que ressaltou o fato de esta ser uma das principais demandas da Associação dos Meliponicultores do Vale do Alto Taquari (Amevat), que desde junho de 2014 atua no Estado.

Conrad explica que, até o momento, não existe uma descrição do processo de produção e processamento de mel de abelhas silvestres. Nesse sentido, a reunião envolveu também o médico veterinário da Coordenadoria de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cispoa), Péricles Massariol, e o coordenador da Câmara de Apicultura e Meliponicultura, Nadilson Ferreira, ambos representando a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), que também puderam conhecer in loco as formas de colheita e processamento de mel de abelhas da espécie Jataí, realizada por integrantes da Amevat.

Na ocasião foram visitadas as propriedades dos produtores Hugo Schmidt – que preside a Amevat – de Arroio do Meio; Élio Silva, de Cruzeiro do Sul e Unírio Gabe, de Lajeado. “O objetivo foi o de apresentar como se processa a colheita do mel realizada pelos meliponicultores da região e, a partir disto, descrever em um manual as práticas possíveis para a preservação e a qualidade do produto vindo das abelhas”, enfatizou Conrad. No documento também deverão ser descritas outras etapas, como o envase e a comercialização do produto inspecionado e envasado. “É uma legislação que ainda não existe e que se torna uma barreira para os produtores”, ressalta.

Outros encontros e visitas deverão ser realizados futuramente, com o objetivo de dar o encaminhamento ao material. “Evidentemente que este não é o único objetivo da Amevat, que trabalha muito mais pela preservação das abelhas sem ferrão, dado o seu importante papel no que diz respeito a manutenção do meio ambiente, do que pelos ganhos econômicos em relação a atividade”, explica Conrad. “Ainda assim penso que, como entidade, devamos estar a frente deste debate”, conclui. A reunião contou ainda com a presença dos gerentes regional e adjunto da Emater/RS-Ascar, Marcelo Brandoli e Carlos Lagemann.

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