Marques apresenta bons resultados no Programa de Fomento à Inclusão Social e Produtiva

O município começa a colher bons resultados dentro da segunda etapa do Programa de Fomento à Inclusão Social e Produtiva, do Governo do Estado. Por meio do Programa – operacionalizado pela Emater/RS-Ascar desde o início do ano passado – famílias em vulnerabilidade social do meio rural receberam R$ 2,4 mil, em duas parcelas, para serem investidos em atividades produtivas. Na região de abrangência do escritório regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, participam mais de 200 famílias dos vales do Caí e Taquari.

Em Marques de Souza são 15 as famílias envolvidas com a atividade, que é parte do Programa Brasil Sem Miséria (PBSM), do Governo Federal. “O objetivo desse trabalho altamente social é identificar as reais necessidades de um público que, em muitos casos, convive com a invisibilidade”, salienta uma das coordenadoras do Programa na região, a responsável pela área social da Emater/RS-Ascar, Elizangela Teixeira. “E os resultados que estão sendo obtidos, com as famílias satisfeitas, podendo ter acesso a alimentos em qualidade e quantidade suficientes, nos enchem de orgulho”, ressalta.

O casal Valdir Becker e Clair Alves, da localidade de Picada-Flor, utilizou o recurso para investir em um galinheiro. Além dos 27 pintos, o dinheiro serviu para a aquisição de tábuas, ração inicial, ração de crescimento e bebedouro. Uma parte também será utilizada para a implantação de um pomar com 12 variedades de frutíferas, além de horta para a família, que possui cinco filhos. “Para mim, que trabalho como diarista em uma fábrica de ração, é muito bom saber que ao menos poderemos ter mais comida na mesa”, observa Becker.

Sentimento parecido é o da produtora Marisa Haack, que mora com a mãe e a filha na localidade de Linha Tigrinho. Ela utilizou o dinheiro para investir em pastagens, que possam qualificar a produção de leite das três vacas que mantêm na propriedade. “Como a maior parte do leite é utilizada para o consumo da família, nossa ideia é aumentar (o volume produzido) para poder entregar mais para o leiteiro”, afirma. No local também está prevista a implantação de uma horta e de um pomar de frutíferas.

A extensionista social da Emater/RS-Ascar de Marques de Souza, Deisi Silva de Brito, ressalta que o trabalho vai além dos investimentos feitos em benfeitorias nas propriedades, já que as famílias também se ajudam, num sistema de mutirão. “O Valdir, por exemplo, ajudou a construir um galinheiro de outro agricultor, na localidade de Bela Vista do Fão”, diz. Além destas ações, cada integrante do Programa se envolve em capacitações, cursos, oficinas, dias de campo e palestras, que buscam qualificar o seu trabalho. “É um sistema em que todos aprendem juntos”, garante.

O objetivo do Programa, que tem o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo (SDR), é aumentar a capacidade produtiva de agricultores familiares em situação de pobreza extrema, por meio de prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural Social (Aters) e financiamento da estruturação produtiva. Antes do início do programa, o Rio Grande do Sul contava com 150 mil famílias no Cadastro Único, 72 mil delas com renda igual ou inferior a R$ 70 e 77 mil famílias rurais no Bolsa Família. O Programa de Fomento tem ajudado a reduzir estes números.

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