Manejo de bovinos de leite é tema de capacitação em Lajeado

Um grupo de 40 bovinocultores de leite dos municípios de Lajeado, Forquetinha e Canudos do Vale participou, na última quinta-feira, dia 27, de uma capacitação com o tema manejo sanitário e reprodutivo do rebanho. A atividade, realizada no Parque Histórico de Lajeado, é parte da Chamada Pública do Leite SAF/ATER nº 07/2013 do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que está sendo operacionalizada pela Emater/RS-Ascar em todo o Estado, desde o início de 2014. Na ocasião foram realizadas palestras com temas como tuberculose e brucelose bovina, tristeza parasitária e melhoramento genético para bovinos de leite.

A engenheira agrônoma da Emater/RS-Ascar, Andréia Binz, explica que os temas da capacitação foram demandados pelos participantes da Chamada, em reuniões prévias para planejamento das atividades que servirão de base para sua execução. Até o final de 2016 serão realizadas outras ações como dias de campo, cursos, capacitações, oficinas, seminários e palestras, que possibilitarão a troca de experiências, a qualificação e o fortalecimento da bovinocultura de leite na região e no Estado. “Além da assistência técnica permanente, que acompanhará a cada produtor durante o processo e após ele”, ressalta.

Em Lajeado, assim como em Canudos do Vale, são 10 famílias envolvidas na Chamada. Em Forquetinha são 20. No Lote 19, do qual estes municípios fazem parte, são 500 famílias de 41 municípios – sendo 25 do Vale do Taquari, 14 do Vale do Caí e dois da Serra Gaúcha – que fazem parte das atividades. “A intenção da Chamada é fomentar a bovinocultura de leite, concentrando o trabalho nas propriedades onde a produção é menor, com foco na sustentabilidade econômica, social e ambiental”, ressalta o assistente técnico regional em Bovinocultura de Leite da Emater/RS-Ascar, veterinário Martin Schmachtenberg.

Os eixos estratégicos que estão sendo abordados no trabalho envolvem a organização da produção, a gestão da atividade, a produtividade, a qualidade do produto e a comercialização. Ao final do trabalho, de acordo com o veterinário, espera-se que a produtividade e a renda dos agricultores sejam ampliadas e que haja um aumento da qualidade de vida, com a promoção da continuidade dos jovens no meio rural. “Além disso, espera-se a melhoria no manejo produtivo dos rebanhos e da qualidade do leite, além da ampliação dos conhecimentos gerais sobre a área”, observa.

A bovinocultora de leite Rosane Sprandel, do bairro Moinhos d’Água, em Lajeado, era contabilista de um supermercado, antes de retornar a propriedade dos pais, no ano de 1991. “Como precisava cuidar deles por conta de problemas de saúde, resolvi unir o útil ao agradável”, explica. Inicialmente com poucos animais no rebanho, foi somente após a aposentadoria do marido, que sentiu segurança para investir. “Hoje possuo 10 vacas em lactação que produzem cerca de 150 litros de leite ao dia, que são comercializados pra uma empresa de Doutor Ricardo”, diz.

Rosane não se arrepende de suas escolhas. “Hoje meus pais estão vivos e eu trabalho em algo que gosto”, analisa. Não à toa, a participação em capacitações e outras atividades da Chamada tem animado a agricultora a fazer novos investimentos. “Quero implantar dois hectares de pastagens permanentes, além de construir uma sala de ordenha”, projeta. Mesmo morando a menos de dois quilômetros do centro da cidade, a família Sprandel não abre mão de produzir tudo aquilo que vai pra mesa, seja arroz, feijão, aipim e batata, ou mesmo alface, repolho e tomate. “E com uma vantagem: sem nenhum uso de agrotóxicos”, orgulha-se.

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