Lucro econômico retoma no cenário brasileiro

Economista fala com associados da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Estrela (Cacis) sobre as perspectivas econômicas do país

 

A crise econômica brasileira é um dos assuntos mais discutidos nos últimos dois anos. Contudo, o cenário e as perspectivas econômicas do país voltam a crescer. Em reunião-almoço da Câmara de Comércio, Indústria e Serviço de Estrela (Cacis), na sexta-feira, dia 21, o economista Pedro Ramos, da Cooperativa Sicredi, mostrou números da derrocada do país, de como está hoje e como será o futuro, em uma análise otimista e baseada em cálculos.
Ramos afirma que até o fim do ano, praticamente, todos os números de mercado devem apresentar saldos positivos. Destaca que o principal fator para essa melhora foi a retomada da confiança política, depois da saída de Dilma Rousseff. “Mais confiança é mais PIB e isso gera um impulso em renda, supersafra e mais recursos de FGTS.”
Salienta que 2017 é o primeiro ano dos últimos seis, que a rentabilidade das empresas volta a crescer. E a previsão é de que melhore ainda mais, porque as taxas de juros bancários e a taxa de câmbio estão caindo. “Com juros menores, terão créditos mais baratos para novos investimentos e, com o câmbio menor, possibilita que as dívidas em dólares também fiquem menores.”
Para o economista, mesmo que ainda haja desemprego, os salários começam a aumentar e estabilizar, o que mostra que o consumo das pessoas começa a crescer.
No entanto, alerta, que novos picos econômicos poderão retornar em 2018 com as eleições ou até mesmo em função das últimas delações e investigações envolvendo o atual presidente. “Se não há confiança política, é notável nos números, pois tudo despenca.”
O endividamento brasileiro

Ramos relata que de 2007 a 2014 o país conseguia guardar um saldo de 3% anual de todo faturamento brasileiro para pagamentos de dívidas do ano seguinte. De 2014 para cá, esse saldo começou a ficar negativo nos cofres, tendo em 2016 um saldo negativo de -2,6% do orçamento.
A razão disso, segundo o economista, é o crescimento do gasto público médio anual de 10%. “Hoje, 77% das contas brasileiras são com previdência e funcionalismo. Custo esse que o presidente não consegue mexer. E apenas 23% são passíveis de corte e nisso entra o bolsa família e o Fies, por exemplo.”
Alerta que a previdência é o principal problema do país, visto que em dez anos deverá ocupar 80% do gasto público.

Razão de melhora em 2016

Segundo Ramos, no ano passado a situação econômica do país começou a melhorar depois do impeachment de Dilma Rousseff. Explica que o risco de mercado financeiro caiu pela metade, que a taxa de câmbio reduziu para 3% – tudo em função da confiança política.

Declara que o atual presidente tem grande parcela nessa melhora porque tem um plano de governo claro e objetivo, uma equipe econômica que enfrentou o assumiu o problema do país, porque adotou estratégias econômicas de longo prazo, e na sua visão, o mais importante: tem influência política na assembleia e senado, o que faz com que todo o planejamento seja aceito e executado.

 

Fonte Dobro Comunicação

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