Logística é tema de debate na Expovale

Além de negócios, lazer e diversão, a 19ª Expovale motiva a reflexão sobre o desenvolvimento regional. Realizado pelo Jornal A Hora, o Debate Caminho Aberto para o Desenvolvimento concentrou a troca de informações e opiniões sobre a logística do Vale do Taquari. O evento ocorreu nesta quarta-feira, dia 12, e teve a participação de lideranças empresariais e políticas. “Temos quatro modais de transporte a nosso dispor. Seu melhor aproveitamento, além de impactar socialmente na região, contribuiria para agilizar o desenvolvimento, partindo de sólidas gestões na região portuária e ferroviária”, destacou o diretor de redação, Fernando Weiss. Segundo ele, além de informar, o veículo de comunicação busca ser ferramenta de discussão. “Entendemos que podemos ajudar na transformação da sociedade, seja para acompanhar a evolução dos temas centrais, ou para despertar para o que precisa ser feito”.

O debate apontou como prioridade a tarefa de reerguer os modais abandonados para prospectar novos negócios e influenciar no aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Completar a duplicação da BR-386 até Iraí e destravar os problemas burocráticos e políticos do aeródromo de Estrela, além de melhorar a navegabilidade do Rio Taquari e aproveitar os trilhos do trem que cruzam o país para fomentar o transporte ferroviário são mais alguns dos desafios apontados para a região.

O diretor adjunto da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) do Governo do Estado, Willis Taranger, destacou que o órgão se dedica a um plano de infraestrutura, o qual vai identificar os principais gargalos com base em estudos como a Agenda 2020 e Rumos 2015. “Não precisamos novos estudos. Vamos reunir o que já existe e apresentar o trabalho final”. Taranger também adiantou que o objetivo é associar esse material com o Plano Estadual de Logística e Transporte para interligar os vários modais de transporte.

Vítimas dos entraves, os empresários relataram suas demandas e as opções utilizadas para receber matéria-prima e escoar a produção. Para o diretor-presidente da Fruki, “o Governo tem que traçar a política de transporte e a empresa privada executar”. Na indústria chegam duas carretas de açúcar por dia de São Paulo e uma carreta de resina de PET a cada dois dias, vindas de Recife, entre outros tipos de materiais. Mas o maior volume da Fruki em termos de utilização de transporte é na entrega dos produtos. “São 600 carretas por mês que seguem para os centros de distribuição”.

O debate contou ainda com a participação do presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; presidente da CIC-VT, Ito Lanius; presidente da Cosuel, Gilberto Piccinini; presidente do Codevat, Cíntia Agostini; presidente da Amvat, Sidnei Eckert; e pró-reitor administrativo da Univates, Oto Roberto Moerschbaecher; e presidente da Acil, Alex Schmitt.

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