Languiru trabalha inclusão de pessoas com deficiência

A Languiru vem dando uma lição de responsabilidade social ao tratar como prioridade a inclusão de pessoas com algum tipo de deficiência, não apenas com relação às exigências legais, mas pela missão de ser um agente transformador. A cooperativa vem criando oportunidades para que também essas pessoas possam desenvolver seus talentos e habilidades.

Em fevereiro deste ano, dez aprendizes foram efetivados como colaboradores da cooperativa, depois de concluírem o Programa Aprendiz Cooperativo para Pessoas com Deficiências (PcDs). O grupo passou a integrar o quadro funcional após o encerramento dos contratos de aprendizagem, no entanto, esse papel de incentivar o respeito à diversidade e às diferenças continua.

Em agosto de 2014, a cooperativa recebeu uma nova turma composta por oito aprendizes com deficiência intelectual, que estão passando por um processo de aperfeiçoamento teórico e prático.

Primeira etapa

Um dia por semana, os aprendizes PcDs estudam sobre cooperativismo, administração e mercado de trabalho, em aulas ministradas no Colégio Teutônia. Além disso, os professores procuram trabalhar e aperfeiçoar as habilidades de cada um. O passo seguinte foi inseri-los na Languiru.

Segunda etapa

Os aprendizes PcDs visitaram algumas unidades da cooperativa para conhecer a organização e as atividades que poderiam desempenhar futuramente. Houve também a preparação de monitores e colegas de trabalho para auxiliá-los no dia a dia da prática de aprendizagem, por meio de atividades de sensibilização e conscientização discutidas no programa “Comece Seu Dia Bem”, desenvolvido pelo setor de Recursos Humanos regularmente nas diferentes unidades da Languiru.

Nesses encontros foi trabalhado o tema “Inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, com o objetivo de realizar a verdadeira inclusão e mostrar a importância de se valorizar as potencialidades e capacidades de cada um, minimizando as diferenças.

Hoje, dois dias por semana, os aprendizes PcDs desenvolvem atividades práticas em unidades da cooperativa, como Supermercados (Languiru, Canabarro e Poço das Antas), Departamento Comercial – Divisão de Aves, Laticínios, Suínos e Industrializados, Incubatório, Agrocenter Languiru – Insumos e Frigorífico de Aves.

Construção de uma nova sociedade

Para a gerente de Recursos Humanos da Cooperativa Languiru, Tânia Schardong, o baixo nível de escolaridade e a qualificação técnica constituem barreiras significativas ao processo de inclusão de pessoas com deficiência no ambiente de trabalho. Nesse contexto, ela entende que os cursos de aprendizagem profissional atuam como facilitadores do processo, à medida que oportunizam o desenvolvimento, a profissionalização e o acesso gradual do aprendiz com deficiência ao mundo do trabalho. “Ao integrar estes jovens em suas unidades, por meio da aceitação das diferenças individuais, da valorização de cada pessoa e da aprendizagem por meio da cooperação, a Languiru está superando barreiras e permitindo a construção de uma nova sociedade, não somente de transformações físicas, espaços internos e externos, como também de consciência dos colegas, líderes, familiares, clientes, bem como dos próprios aprendizes com deficiência”, conclui.

Valorizar as habilidades

Segundo a assistente social da Cooperativa Languiru, Marta Ferronato Delatorre, os alunos do curso têm realizado as atividades com determinação, demonstrando capacidade de evolução. “A recepção dos aprendizes tem sido muito tranquila, estão inteirados com suas equipes de trabalho e possuem bom relacionamento com os colegas”, elogia.

Marta entende que a cooperativa está fazendo o melhor, e que o resultado deste trabalho é gratificante, principalmente ao ver a satisfação dos PcDs e seus familiares. “A comunidade e, principalmente, os nossos colaboradores, têm percebido que as pessoas com deficiência têm capacidades. Buscamos valorizar as habilidades e respeitar as limitações de cada um. Cresce a cada dia o número de pessoas com deficiência que ingressam no mercado de trabalho e tornam-se protagonistas de si mesmas”, argumenta.

  • Aprendiz Cooperativo: Cristiani Horst (15 anos)
    Monitora:
    Maristela Klein
    Unidade:
    Frigorífico de Aves
    “Eu aprendi que a gente tem que ajudar os amigos nas aulas do Aprendiz Cooperativo. Estou contente com o que faço na Languiru. Separo as folhas dos rascunhos e arquivo os canhotos das notas.”
  • Aprendiz Cooperativo: William Brinckmann (16 anos)
    Monitoras: Simone Christ e Maiara Lopes da Silva
    Unidade: Departamento Comercial
    “No momento eu ajudo a separar os canhotos das notas fiscais e contribuo em atividades na recepção. Estou gostando muito de estar na cooperativa. Aprendi nas aulas do Aprendiz Cooperativo que a gente precisa cumprir horários e ser interessado.”
  • Aprendiz Cooperativo: Juliano Martins da Fonseca (15 anos)
    Monitoras: Carla Scherer e Lorice Luft
    Unidade: Supermercado Languiru – Bairro Languiru
    “Nas aulas do Aprendiz Cooperativo eu aprendi que a gente tem que caprichar no trabalho. No supermercado eu coloco as compras dos clientes nas sacolas. Já fiz muitas amizades com colegas de trabalho e com clientes.”

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