Languiru recebe grupo de agricultores e produtores da Alemanha

Conhecer outros povos e culturas é um motivo que leva, todo ano, milhares de pessoas a viajar pelo mundo. Elas almejam conhecer novas situações que às satisfaçam pessoalmente ou que gerem um retorno socioeconômico para suas comunidades. Os viajantes querem ter uma nova visão da “aldeia global”, termo usado por estudiosos, já que vivemos num tempo onde não existem mais barreiras.

E viajar pelo mundo é o que faz um grupo de agricultores e produtores de leite do Norte da Alemanha. Com o intuito de se inteirar sobre diferentes sistemas ligados ao agronegócio, uma vez por ano eles organizam um roteiro e apontam um destino no mapa. Em 2015, depois de terem visitado Portugal e Espanha, eles decidiram vir ao Brasil. E no roteiro, no dia 11 de março estiveram na Cooperativa Languiru.

Troca de informações e conversa em dialeto 

Os alemães chegaram pela manhã e foram recepcionados pelo vice-presidente Renato Kreimeier, que acompanhado do coordenador do Setor de Leite do Departamento Técnico, Fernando Staggemeier, conduziu a programação que apresentou a terceira maior cooperativa agropecuária do Rio Grande do Sul.

O roteiro começou com uma visita à propriedade do associado Zilmar Rutz, localizada em Linha Paissandu, município de Westfália. Solícito, o produtor de leite e suínos, na companhia dos filhos Anderson e Eduardo e da esposa Nelci, trocou informações e tirou dúvidas dos visitantes.

Num primeiro momento, o que poderia ser um choque cultural, foi se transformando numa conversa de compadres. A cada frase ou observação, os alemães notavam muitas semelhanças entre sua terra natal e a propriedade westfaliana. Toda a conversa foi realizada em Plattdeutsch (Sapato de Pau), dialeto muito utilizado em Westfália, uma herança dos antepassados de Rutz.

Os alemães procuraram fazer perguntas sobre o agronegócio brasileiro, a diversificação e o sistema de trabalho empregado nas pequenas propriedades, além dos serviços oferecidos pela Languiru. Até surgiu espaço para brincadeiras sobre o momento político, tanto no Brasil como na Alemanha. Depois de conhecer as instalações da propriedade, o grupo agradeceu a hospitalidade e entregou presentes à família Rutz, um calendário e um livro sobre o Círculo de Máquinas do Norte da Alemanha.

Case da cooperativa

Em seguida, o grupo desceu o morro de Linha Paissandu e seguiu para a Associação dos Funcionários da Languiru. De dentro do ônibus, os alemães procuraram tirar fotos da geografia montanhosa e da exuberante vegetação nativa, paisagens muito parecidas com as encontradas na Alemanha.

Na Associação, o grupo assistiu a apresentação do case e do vídeo institucional da Languiru. Kreimeier mostrou fotos de unidades industriais e revelou alguns números sobre o faturamento e investimentos da cooperativa. Também explicou particularidades dos quadros social e de colaboradores. Ressaltou o fato dos jovens estarem voltando ao campo na área de atuação da cooperativa, fato que impressionou os alemães.

Após almoço de confraternização, o grupo conheceu o Centro Administrativo de Teutônia e o Supermercado Languiru do Bairro Languiru, local que chamou a atenção pelo tamanho do prédio e número de mercadorias.

Admiração e orgulho

Para o incentivador da vinda do grupo, Wulf-Konrad Petram, o intuito da viagem foi mostrar aos agricultores e produtores alemães uma realidade diferente da qual estavam acostumados. A Languiru, segundo Petram, tem uma imagem muito positiva no meio cooperativo internacional por desenvolver regiões importantes para o agronegócio gaúcho e brasileiro. “Nós estamos admirados com o sistema de trabalho da cooperativa, principalmente, nas pequenas propriedades, que são diversificadas e capazes de produzir grandes volumes”, sintetizou.

Ele exaltou os contatos internacionais da cooperativa, principalmente devido à exportação de aves e suínos. A Languiru, acrescentou Petram, também é reconhecida pela idoneidade nos negócios e segurança que transmite aos seus clientes e parceiros. “A Languiru é dirigida por gente séria e tem uma equipe de colaboradores comprometida em beneficiar, da melhor forma possível, a produção dos associados”, enalteceu.

O alemão entende que a cooperativa é um case de sucesso não só para o Brasil, como também para outros países. Nesse contexto, observou que mesmo tendo propriedades que variam de 75 a 300 animais, os integrantes da viagem ficaram impressionados com a eficiência e cultura dos cooperados. “A região em que vocês vivem deve ter muito orgulho da Languiru. Posso afirmar, com toda a convicção, que ela é um exemplo a ser seguido até por cooperativas da Alemanha.”

Curiosidade

Petram também influenciou na implementação do Círculo de Máquinas Languiru, uma iniciativa que leva tecnologia de ponta para as médias e pequenas propriedades que integram o raio de atuação da cooperativa. Na década de 90, uma comitiva formada por associados da Languiru conferiu como funciona o círculo de máquinas na Alemanha, e Petram conduziu os produtores gaúchos pelo país na época.

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