Languiru beneficiada com R$ 10,6 milhões para novo centro de distribuição

A Cooperativa Languiru foi beneficiada com R$ 10,6 milhões de recursos concedidos pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A assinatura do contrato de financiamento ocorreu no dia 29 de junho, em solenidade no Palácio Piratini, em Porto Alegre, com a presença do governador José Ivo Sartori e do vice-presidente do BRDE, Odacir Klein.

O valor será investido pela cooperativa teutoniense na aquisição e adaptação do seu novo Centro de Distribuição Vale do Taquari, instalado no Bairro Teutônia, e cujo prédio foi adquirido, em negociação realizada ainda em 2014, da coirmã Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia – Certel.

“A Languiru está muito atenta à situação econômica do país. A aquisição do prédio da Certel foi uma oportunidade de negócio, boa para as duas cooperativas. A Languiru necessita de um amplo espaço com câmaras frias para estocagem de seus produtos, atendendo à legislação vigente e exigências do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Após passar por obras de adequação, o local irá oferecer 6,5 mil metros quadrados”, avalia o presidente da Languiru, Dirceu Bayer.

O novo Centro de Distribuição da Languiru está localizado no Bairro Teutônia, próximo à rodovia ERS-128 (Via Láctea) e à Indústria de Laticínios. As obras de adequação do espaço devem estar concluídas até o final de 2015 ou início de 2016. O prédio conta com dois pavimentos, o primeiro a ser utilizado como depósito de produtos secos, que não exigem refrigeração, e o segundo com instalação de câmaras frias. “Com isso, reduzimos despesas da cooperativa com o aluguel de outras estruturas com as quais contamos hoje para estocagem e refrigeração de produtos. Atendendo exigências do Mapa, teremos a possibilidade de alocar todos os produtos industrializados, especialmente do setor de lácteos, num único espaço, favorecendo também a logística e reduzindo custos com transporte”, justifica o presidente.

Bayer ainda ressalta as vantagens da Languiru ter realizado a operação considerando critérios do Plano Safra 2014/2015, com taxas de juros mais atrativas se comparadas ao novo Plano Safra que entrou em vigor no mês de julho. “Além disso, trata-se de um financiamento de longo prazo, com 12 anos, dos quais três anos de carência.”

Cadeia produtiva do leite

Além do contrato com a Languiru o BRDE ainda assinou outros dois projetos que beneficiam diretamente a cadeia produtiva do leite, contemplando as cooperativas Santa Clara e CCGL. Os três contratos totalizam R$ 89,3 milhões.

“Estes investimentos representam o esforço do governo no sentido de impulsionar o agronegócio e sua competitividade. Queremos dar ânimo aos projetos das cooperativas e criar um ambiente propício para o desenvolvimento. Sabemos que mais de 125 mil famílias gaúchas tiram seu sustento da bacia leiteira. Não são casos isolados que vão manchar a imagem desta cadeia produtiva, forte e reconhecida”, afirmou o governador Sartori.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, as três cooperativas beneficiadas respondem por aproximadamente 20% da produção gaúcha. “O valor disponibilizado para o nosso segmento permite a ampliação e expansão dos projetos, apesar de vivermos um momento de crise. As três empresas cooperativadas representam mais de 10 mil produtores gaúchos”, disse. Questionado sobre problemas de qualidade do leite gaúcho, o dirigente respondeu que o produto é o mais monitorado do país. “Logo, garantimos a qualidade”, ressaltou.

Outras cooperativas beneficiadas

As cooperativas contempladas vão gerar 246 novos postos de trabalho diretos e centenas de outros indiretos em toda a cadeia produtiva. Além disso, segundo Odacir Klein, a projeção é de que haja um acréscimo de R$ 22,5 milhões de ICMS para o Rio Grande do Sul.

A Cooperativa Santa Clara construirá uma nova indústria de laticínios, com financiamento de R$ 70 milhões do BRDE. A Cooperativa Central Gaúcha (CCGL) teve aprovado pelo BRDE um crédito de R$ 8,6 milhões para construção de armazém de produtos lácteos, com 7.500m².

O vice-presidente do BRDE, Odacir Klein, também falou da inclusão dos financiamentos no antigo Plano Safra. “São três financiamentos diferentes e parte do valor ainda entra no Plano Safra 2014/2015, com juros de 2%, quando o juro para o novo Plano Safra já é de 5,5% nessas operações de Pronaf Agroindustrial. São financiamentos que visam estimular as cooperativas na área de laticínios.”

O secretário de Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, Tarcísio Minetto, falou da importância desses recursos para a economia do Estado. “São investimentos importantes para contribuir como alternativa para o atual momento econômico. O aporte de recursos permite novos investimentos e contribui para o desenvolvimento regional e do Estado, num momento em que temos dificuldades econômicas e financeiras em todo país.”

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