Lajeado pleiteia 1,8 milhões para agricultura familiar

Cerca de 400 famílias devem ser beneficiadas no município

Lajeado – “Mesmo que Lajeado tenha apenas 2% de área rural, ainda assim temos de implementar políticas públicas específicas que valorizem a agricultura familiar”. Com essa frase, o prefeito Luís Fernando Schmidt marcou seu pronunciamento no encontro realizado no Jardim Botânico de Lajeado (JBL), na última quinta-feira, dia 11, e que teve foco na adesão do município ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Além de Lajeado, os municípios de Pouso Novo, Arroio do Meio, Estrela, Teutônia e Roca Sales também formalizaram pedido de adesão ao programa, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e que está sendo coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo no Rio Grande do Sul. Segundo o titular da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seaab) de Lajeado, Ricardo Giovanella, a intenção é cadastrar cerca de 400 famílias produtoras de alimentos em Lajeado.

De acordo com o programa, cada família receberá, anualmente, até R$ 4,5 mil reais para fornecer alimentos que, por sua vez, serão destinados a entidades assistenciais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Se 400 famílias produtoras forem cadastradas em Lajeado, serão destinados R$ 1,8 milhões para a agricultura familiar no município”, destaca Giovanella. Os recursos do programa são oriundos do MDS, mas será a prefeitura que irá geri-los. O secretário explica que cada família vinculada ao PAA receberá um cartão, e será através dele que receberá o pagamento referente aos alimentos que fornecer. Giovanella lembra que o município já formalizou o pedido de adesão ao programa, mas sua efetivação só ocorrerá a partir de publicação no Diário Oficial da União. “Estimamos que em 90 dias o programa já esteja funcionando em Lajeado”, adianta ele. O secretário frisa, também, que além dos recursos a serem pagos diretamente aos agricultores, o MDS destinará de 5% a 8% do montante pago aos produtores para a prefeitura gerir o projeto. Segundo o coordenador do PAA no estado, Lecian Conrad, o programa tem validade de 5 anos, podendo ser prorrogado por igual período.

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