Lajeado implantará Programa de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovídea

Com chancela da Câmara de Vereadores, o Governo de Lajeado irá implantar Programa Municipal de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovídea, seguindo a metodologia de programa a fim de abrangência estadual, denominado Procetube/RS, bem como de programa nacional, denominado PNCEBT.

O objetivo será qualificar o município como saneado das referidas zoonoses, garantir a saúde pública e desenvolver social e economicamente as mais de 500 propriedades rurais de Lajeado, proporcionando condições sanitárias de agregação de valor aos produtos derivados do leite e carne bovina. Para tanto, os bovídeos de Lajeado serão testados e as propriedades rurais classificadas por veterinários habilitados pelo PNCEBT, sendo coordenados pela veterinária Marinês Lazzari, da Secretaria de Agricultura e Urbanismo (Saurb). Segundo o titular da pasta, Ricardo Giovanella, o rebanho bovídeo existente no município gira em torno de 3.800 animais, sendo que todos animais serão testados.

Nas propriedades onde a atividade rural tem seu fim para o consumo familiar haverá um teste anual, sendo as mesmas classificadas como Propriedades sob Controle. Nas propriedades com aptidão leiteira, ou seja, inseridas economicamente nas cadeias produtivas do leite, após serem realizados três testes com resultado negativo, as mesmas serão classificadas como Propriedades Livres. Já nas propriedades inseridas na cadeia produtiva da bovinocultura de corte, após um teste negativo, as mesmas serão classificadas como Propriedades Monitoradas. Após esse período, o controle se dará anualmente.

Quando aos custos, as propriedades com até cinco animais terão gratuidade em todos procedimentos. As propriedades com mais de cinco animais terão de arcar com 50% dos custos veterinários, mas receberão gratuitamente toda orientação sanitária e os brincos para tornar o rebanho municipal 100% rastreável. No caso de um animal for diagnosticado positivamente com alguma das zoonoses citadas, ele será marcado e destinado para o abate sanitário em estabelecimento fiscalizado, no prazo máximo de 30 dias. Seu proprietário, por sua vez, será ressarcido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em R$ 500, sendo repassado pelo município outros R$ 500, além do repasse mínimo que gira em torno de R$ 1 mil por parte do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Animal (Fundesa). Contudo, vale frisar que somente serão ressarcidos os produtores que tiverem assinado o Termo de Adesão ao referido programa municipal e se comprometerem a comprar outro animal sadio com o valor recebido de indenização pelo abate do animal doente. Além disso, em caso de diagnóstico de brucelose e/ou tuberculose bovídea em algum animal, a família residente na propriedade também será submetida a exames para eventual tratamento em caso de diagnóstico positivo.

O próximo passo para implementação do programa será o georreferenciamento das propriedades, ou seja, localizá-las através de imagens aéreas obtidas por meio de satélites. Segundo Giovanella, essa etapa terá início em janeiro de 2015. Em seguida, será realizada uma campanha de sensibilização e esclarecimento da população acerca da importância do saneamento para a saúde pública.

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