Jovens sucessores da Dália dão início a projetos para propriedades

De casa em casa, o professor que ministra as aulas do Projeto Sucessão Familiar da Dália Alimentos, Lucildo Ahlert, visita cada aluno da Turma 2. O objetivo do docente e consultor em Pesquisas e Gestão Empresarial é prestar assessoria aos jovens que integram o projeto que conta com duas turmas em andamento.

Conforme Ahlert, o propósito do projeto está em elaborar um documento que mantenha o jovem ativo na propriedade, melhore os resultados e aumente a produtividade. Tudo isso com base no trabalho desenvolvido desde o mês de março de 2014, quando a turma deu início às aulas.

Há dez meses, uma vez por mês, professor e alunos se encontram na sede da Dália Alimentos, em Encantado, para as aulas que abordam temas ligados à gestão rural, patrimônio, balanço, levantamento dos custos e dos indicadores de resultados por atividade. O projeto será uma espécie de trabalho de conclusão da turma, cujas aulas se encerram no mês de julho.

Conforme Ahlert, além de aprenderem a sistemática de elaborar um projeto adequadamente, com auxílio de ferramentas informatizadas, os jovens terão a oportunidade de transformar cada trabalho em algo concreto, inserindo-os como parceiros junto ao negócio da família, com o intuito de buscar a independência financeira através da participação de resultados, que são obrigatórios para cada projeto.

A partir dos resultados de cada atividade e com base nas metas e nos resultados projetados – debatidos com os pais e orientados e analisados pelos técnicos da Dália Alimentos de cada área envolvida – os jovens terão dois meses para descreverem os projetos.

Depois de concluído, cada jovem apresentará o seu projeto à direção da cooperativa em um encontro no mês de maio. Para isso, receberá toda orientação necessária durante os dois meses. “Ao todo serão nove integrantes que estarão concluindo as suas atividades com projetos na área do leite e da suinocultura, de acordo com as necessidades e possibilidades das propriedades e da cooperativa, transformando sonhos em realidade”, enfatiza o professor.

Incremento na suinocultura

Um dos jovens visitados pelo professor foi Marcelo Berté (21), que mora em Linha Giusti, interior do município de Anta Gorda. Ele decidiu que participaria do projeto Sucessão Familiar porque pretendia ampliar os negócios da família ligados à suinocultura.

Formado Técnico em Agropecuária, Marcelo deseja ampliar o número de suínos alojados nas três creches com capacidade para 2,4 mil cabeças. A ideia do jovem é duplicar a produção levando em consideração a disponibilidade de vagas da cooperativa.

Os pais Silvano e Janete e o irmão Murilo apoiam a ideia do filho e acreditam que ampliar a produção também é uma forma de viabilizar a propriedade. “Colocamos uma das granjas no nome do Marcelo e ele recebe parte dos rendimentos, como se trabalhasse em uma empresa com salário, mas o melhor é que ele é o próprio dono”, comenta o pai, que também é conselheiro da cooperativa.

Para Marcelo, após a participação no projeto Sucessão foi possível aprimorar o trabalho de tabulação de dados, calcular com precisão e real noção dos gastos, custos e da receita. “Para dar certo basta se organizar. Uma propriedade é igual a qualquer outra empresa, em que é preciso ter metas e muito controle.” Acompanhou os trabalhos o técnico Dirceu Sperandio, que atende a produtores de suínos.

Foco no leite

Outra propriedade visitada foi a do jovem Tiago Dalla Vecchia (24), em Linha Quinta, também no município de Anta Gorda. Junto dos pais Dirceu e Ivete, da irmã Bruna e da namorada Aline, o jovem projeta qualificar e ampliar a produção de leite.

Hoje são apenas oito vacas em lactação e uma produção de 120 litros de leite por dia. “O foco é melhorar a atividade, ampliar os índices e a produtividade. Com o projeto espero conseguir dar início a este sonho, pois pretendo permanecer na propriedade cuidando dos negócios da família”, garante. “Com as informações é possível ter segurança para seguir com o projeto”, completa Tiago.

Além do leite, a família também atua com uma creche com capacidade para duas mil cabeças de suínos. O técnico da área, Júlio de Sordi, acompanhou a visita.

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