Inseminação artificial coloca rebanho de Estrela no alto da eficiência da produção leiteira

A inseminação artificial feita no rebanho de Estrela é o grande trunfo do município para aperfeiçoar a produção leiteira. Com cerca de 150 inseminações realizadas ao mês pela Secretaria da Agricultura (SMAG), o município é um dos pioneiros no procedimento no Vale do Taquari e coloca dois inseminadores para visitar as propriedades diariamente. Assim, criou a rotina entre os produtores: em vez de usar touros para a monta natural, é utilizada a inseminação artificial para a fecundação das vacas.

O sêmen armazenado em nitrogênio líquido é oriundo da Holanda e Estados Unidos. “Também trabalhamos com sêmen nacional de empresas com material genético altamente qualificado”, enfatiza o secretário José Adão Braun. São materiais de touros testados, ou seja, as filhas destes touros já passaram por avaliação de quantidade e qualidade do leite. O secretário enfatiza que foi por meio da inseminação artificial que o rebanho bovino de Estrela atingiu um mérito genético comparável aos países de primeiro mundo. “Possuímos um material genético fantástico. A cada procedimento crias nascem melhores do que a mãe.” Segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial, filhas de touros provados podem produzir até 700 kg leite/lactação a mais que a mãe.

O engajamento da SMAG em elevar a qualidade do rebanho existe há algumas décadas e por conta desta missão ações são articuladas a fim de facilitar o acesso dos produtores ao acasalamento genético. Estrela tem armazenados mais de mil doses de 12 touros.

O produtor os recebe a preço de custo. As doses variam entre R$ 10 e R$ 60 reais.

O preço do sêmen varia de acordo com a qualidade do material genético. “O material mais caro é do sêmen sexado, em que há mais chances de obtenção de fêmeas”, explica o técnico agrícola, Samuel Weber, que realiza em média dez inseminações por dia. Ele diz que com o trabalho desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, cresce o número de inseminações por propriedade, porque a quantidade de vacas vem aumentando. “Com o passar do tempo, o uso da inseminação não só melhorou a genética do rebanho como aumentou a qualidade de vida dos produtores. A inseminação aumenta a produção leiteira nas propriedades e também ajuda a elevar o preço do gado.” Uma novilha em Estrela é negociada, em média, por R$ 5 mil.

Menos touros, mais vacas

Em abril, Estrela chegou fazer 286 inseminações artificiais nas propriedades rurais. Este foi o mês mais movimentado para os inseminadores, que são funcionários do município. Assim, Estrela garante o serviço gratuitamente aos produtores. Para o secretário José Adão Braun, touros nas propriedades estão sendo substituídos pelo acasalamento artificial. O rebanho de Estrela é predominantemente formado por vacas holandesas, cada qual produz cerca de cinco mil litros de leite por ano. Até o fim de 2014, a projeção é chegar aos 40 milhões de litros de leite: três milhões a mais do que em 2012. “Além de vender mais leite, as propriedades podem negociar o gado a melhores preços.”

Entenda o processo em Estrela

  • A inseminação artificial é uma forma mecânica de introduzir espermatozoides no sistema reprodutor das vacas para sua fecundação. Os produtores estão substituindo o touro por sêmen coletado e armazenado em nitrogênio líquido (congelados).
  • O sêmen é holandês, americano e brasileiro de empresas altamente especializadas.
  • O sêmen é estocado em um botijão especial contendo nitrogênio líquido a 198º negativos e fica ali até ser aplicado nas vacas que estão no cio. Estrela subsidia o material, cobrando apenas o preço de custo.
  • Os técnicos atendem os chamados nas propriedades rurais e realizam o procedimento. A locomoção, os materiais descartáveis utilizados e a mão de obra são gratuitos.
  • O melhoramento genético do rebanho leiteiro elevou a produção de leite e o preço dos animais do município. Novilhas cobertas são negociadas por até R$ 5 mil e uma vaca de alto padrão pode custar de R$ 8 a 10 mil.

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