Inovação em negócios deve ser colaborativa, diz consultora

A Câmara do Comércio, Indústria e Serviços de Estrela (Cacis) realizou na última sexta-feira, dia 9, reunião-almoço com um tema bem oportuno para tempos de crise, onde a inovação tem sido a solução para muitos negócios. Insights para inovar no momento atual, com a administradora e pedagoga Naira Maria Libermann, doutoranda em ciências da educação e diretora diretora executiva do Sebrae/RS, além de coordenadora do Núcleo Empreendedor da PUCRS, foi o foco da palestra, que abordou o Design Thinking, conjunto de métodos e processos para abordar problemas através de um olhar humano e prático. Com isso as pessoas são colocadas no centro do desenvolvimento dos projetos e através da empatia, colaboração e criatividade são construídas soluções de forma prática e dinâmica. Naira citou startups de sucesso como o Google, Facebook, Tinder e Airbnb que utilizaram o Design Thinking de maneira intuitiva para a aceleração de seus negócios.

A consultora explicou que a metodologia consiste em observar a problemática sob a ótica de quatro lentes de inovação, que induzem a geração de insigths. Desafiar as ortodoxias; acompanhar as tendências; atuar nas necessidades desarticuladas dos clientes (ou seja, compreender necessidades que deverão ser satisfeitas) e incrementar as competências de inovação da organização são as lentes que disparam os gatilhos necessários para se começar a ter boas ideias.

Somente depois dessa fase de imersão no problema é que as empresas devem passar por etapas que levarão à inovação. Naira explica que a mobilização deve ser colaborativa e envolver todas as pessoas da equipe. Parte do sucesso está em identificar as oportunidades e os problemas, entendê-los e classificá-los, discuti-los à exaustão, elencar as ideias, desenvolver um plano e comunicá-lo. “Essas ideias que surgirão por meio de discussões e trocas só virão à tona se houver uma conexão e um envolvimento genuíno entre as pessoas da organização. Vivemos numa época onde não se aceita nada que não seja colaborativo. As boas ideias vem do coletivo”, finaliza a consultora.

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