IGL e parceiros definem metas do Plano de Qualificação da Cadeia Leiteira

Começaram a ser definidas, na segunda-feira, dia 22, as linhas para a implementação do Projeto Melhoria da Qualidade e Segurança do Leite Gaúcho, através da implementação das Boas Práticas Agropecuárias e de Fabricação (BPAs e BPFs). O encontro, realizado na Superintendência do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Porto Alegre, contou com a presença de representantes do Senai/RS, Sebrae, Mapa e Instituto Gaúcho do Leite (IGL).

O projeto será trabalhado através do Programa Alimentos Seguros para a Cadeia Produtiva do Leite (PAS Leite), do Senai, com metodologia do Mapa e da Embrapa Gado de Leite de Juiz de Fora (MG). Contará com subsídios financeiros do Senai, Sebrae e Mapa para barateamento dos custos aos produtores, transportadores e indústrias.

A novidade é a destinação de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Produtiva do Leite do RS (Fundoleite/RS), através do IGL, no biênio 2015/16, conforme aprovado pela Assembleia Geral do IGL e pelo Conselho do Fundo. Com isto, absorverá os custos que seriam arcados pelos produtores, pelos transportadores e pelas indústrias, bem como permitirá ampliar o número de capacitados.

O foco do PAS Leite é trabalhar a qualificação da produção da matéria-prima, do transporte e da coleta de amostras do leite na propriedade, e as Boas Práticas de Fabricação (BPFs) das laticínios nos níveis federal, estadual e municipal.

O coordenador de Educação Profissional e Tecnológica – Alimentos, do Senai/RS, Leonir Martello, garante que, com o apoio do Fundoleite/RS, será o maior e mais ambicioso programa de capacitação do PAS Leite já empreendido no país. “Vai se obter a aceleração e aumentar a abrangência de capacitados dentro da extrema necessidade de qualificação que a cadeia leiteira demanda.”

Na visão do diretor executivo do IGL, Oreno Ardêmio Heineck, a parceria com o Mapa, Sebrae, Senai e PAS Leite responde a uma indagação que o Instituto tinha no sentido de quê forma qualificar todos os elos da cadeia, num menor espaço de tempo e com uma metodologia oficialmente reconhecida. “Alargar os mercados nacional e internacional são vitais para a sobrevivência da cadeia leiteira e colocará a atividade gaúcha numa liderança inovadora no país”, acrescenta.

Também participaram do encontro Ana Stepan (Mapa/RS), Marha Brandão e Lisiane Frare (Senai/RS) e Ana Carolina Cittolin (Sebrae).

Como funcionará o projeto?

Para acelerar a qualificação da produção leiteira nas propriedades rurais e atingir um maior número de produtores em um menor espaço de tempo, serão capacitados 360 multiplicadores em dois anos, em seis turmas de 30 participantes por ano.

Oriundos dos quadros de assistência técnica das empresas, cada multiplicador trabalhará 40 propriedades por ano, dedicando a cada qual uma semana por mês, durante seis meses. Serão beneficiados 7,2 mil produtores no primeiro ano e outros 7,2 mil no segundo, totalizando 14,4 mil propriedades, atingindo a 36 mil no terceiro ano e assim progressivamente. O foco será o pequeno produtor na tentativa de mantê-lo na atividade, de forma qualificada e mais rentável, evitando a saída do meio rural e o enfraquecimento das economias municipais.

Já no segmento transporte, um dos elos frágeis da cadeia leiteira, a programação é capacitar 1,5 mil motoristas e coletores de amostras de leite no primeiro ano, com nova capacitação no ano seguinte. Os participantes serão indicados pelas indústrias para as quais prestam serviço.

No segmento laticinista a novidade é trabalhar-se a qualificação da produção de derivados lácteos em todos os níveis e portes das indústrias: inspeção federal, estadual e municipal. Também serão atingidas laticínios de pequeno porte. Em parceria com a Famurs serão selecionados funcionários concursados de prefeituras para trabalhar as Boas Práticas de Fabricação (BPFs), inclusive nas agroindústrias familiares.

Implementação

Os meses de janeiro e fevereiro serão dedicados à estruturação do projeto para, a partir de março, iniciar-se o programa de capacitação com base no PAS Leite. A partir de então será observado o cronograma de capacitação inicial para os anos de 2015 e 2016 para, através do alargamento do mercado consumidor, revitalizar a cadeia leiteira, atualmente fragilizada.

Caso a arrecadação do Fundoleite/RS, constituído por contribuições das indústrias e do Governo do Estado, supere as previsões, o Projeto poderá ser acelerado e alargado, com benefícios para todos os elos da cadeia leiteira.

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