IDI-RS recua e alcança novo recorde negativo

Índice divulgado pela FIERGS cai 1% em outubro em comparação a setembro

Porto Alegre, 8 de dezembro de 2016 – Pela segunda vez consecutiva, o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS) registra queda, retomando a tendência negativa depois de um breve período de estabilidade nos quatro meses anteriores. Em outubro, o IDI-RS caiu 1% em relação a setembro, renovando pela terceira vez no ano o recorde negativo da série iniciada em janeiro de 2003. Com exceção do emprego, que subiu 0,2%, todos os indicadores caíram ante o mês anterior, com ajuste sazonal. O faturamento real apresentou redução expressiva (-3,7%), assim como as compras industriais (-1,5%). Já as horas trabalhadas (-0,7%), a massa salarial real
(-0,5%) e a utilização da capacidade instalada (-0,2 p.p.) mostraram quedas menos intensas. “A recessão no setor industrial segue forte. Influenciada, especialmente, pelos baixos níveis de investimentos e consumo e pelo pouco dinamismo das exportações”, avalia o presidente da FIERGS, Heitor José Müller.
Apesar do resultado ruim, alerta Müller, a nova queda da atividade industrial em outubro não elimina a expectativa de alguma reação nos próximos meses. “Isso ocorre sob influência da projeção de crescimento econômico em um quadro de base reprimida. Além disso, estoques ajustados, melhora na confiança, ociosidade elevada, juros e inflação declinantes também contribuem”, alerta o presidente da FIERGS. Porém, sem vetores para impulsionar esse processo deverá ser muito lento, próximo da estagnação.
Quando o IDI-RS é analisado em relação ao mesmo mês do ano anterior, o saldo também é decepcionante para a indústria gaúcha. O Índice de Desempenho Industrial mostrou a 32ª contração consecutiva, de 7,3%, que alcança -6,7% em termos acumulados ante o período de janeiro a outubro de 2015. Todos os indicadores exibem quedas no ano: o faturamento real
(-11,7%), as compras industriais (-7,5%), as horas trabalhadas (-5,9%) e a UCI (-0,4 p. p.), o emprego (-7,8%) e a massa salarial real (-9%).

ACUMULADO – De janeiro a outubro de 2016, o recuo da atividade atingiu 16 dos 17 segmentos industriais abrangidos pela pesquisa. Os destaques negativos foram as indústrias de Máquinas e equipamentos
(-11,9%), Veículos automotores (-11,6%), Produtos de metal (-10,5%), Móveis (-14,4%), Tabaco (-10,8%) e Alimentos (-3,1%).
O Índice de Desempenho Industrial é uma publicação mensal cujo objetivo é medir o nível da atividade da indústria de transformação. Os componentes avaliados são Faturamento, Horas Trabalhadas na Produção, Utilização da Capacidade Instalada, Compras Totais, Emprego e Massa salarial.

Fonte UNICOM - Unidade de Comunicação Sistema FIERGS

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