Ibramate prevê novidades para o setor no segundo semestre de 2014

Os programas estabelecidos no Planejamento Estratégico 2014-2019 feito pelo Instituto Brasileiro da Erva-mate (Ibramate) ao setor ervateiro começam a sair do papel. Entre todas as metas traçadas, seis programas serão iniciados no segundo semestre deste ano. Para o diretor executivo do órgão, Roberto Ferron, esse é o início da parte prática. “Pois até agora ficamos focados no planejamento das ações, na organização e desenvolvendo projetos que agora serão executados. São atividades que vem ao encontro das reivindicações do setor”, explica.

O primeiro convênio a ser firmado é uma parceria do Ibramate com o Departamento de Geomática e Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), para o desenvolvimento tecnológico da cadeia produtiva da erva-mate. O trabalho tem o objetivo de desenvolver e transferir tecnologia de gestão e geoprocessamento para a cadeia, visando o aprimoramento da gestão, capacitação de profissionais envolvidos, incremento da produtividade e melhoria das condições técnicas de produção utilizadas pelos agricultores familiares que cultivam a erva-mate. Além de desenvolver um sistema de gestão para efetuar o cadastro de produtores, catalogação e registro de árvores matrizes.

O trabalho será feito mediante uma bolsa de mestrado, no valor de R$ 30 mil e irá durar até o final de abril de 2015. “A construção do cadastro é importante para que possamos ter um banco de dados e também saber onde estão as melhores plantas. Além de ser uma forma de organizarmos a cadeia produtiva”, comenta.

Outro convênio é a parceria com a Embrapa Florestas para pesquisas e transferência de tecnologias para o cultivo de erva-mate. Sendo assim, será possível realizar ações de pesquisa em ervais sombreados e nativos e, de transferência de tecnologias relativas à temática ervateira, aos técnicos multiplicadores atuantes na região de abrangência do Ibramate, conforme temas prioritários definidos pelos cinco Pólos Ervateiros Regionais.

O trabalho terá duração de quatro anos e prevê, ainda, a instalação de três áreas experimentais na região. “Vamos definir as áreas de pesquisa e a medida que os locais forem instalados vamos promover tardes de campo para acompanhar a evolução do trabalho. Também está previsto dois grandes seminários sobre tecnologia e queremos publicar um livro com os resultados das ações”, afirma. O valor estimado é de R$ 47,2 mil.

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