Gestão empresarial é apontada como saída para a crise

As crises política e econômica do Brasil desafiam as empresas que estão no mercado. Para o contador e sócio proprietário da Human Excellence Center, Claiton Fernandez, a principal saída está na gestão. O profissional foi o convidado da última reunião-almoço do ano do Sindicato dos Contadores e Técnicos em Contabilidade do Vale do Taquari (Sincovat), realizada na quinta-feira, dia 10, na sede da entidade. Fernandez palestrou sobre tendências econômicas e estratégias para 2016.

Ele afirma que a situação do país ainda vai piorar, devendo chegar ao fundo do poço em meados de julho, com queda no consumo das famílias e retração ainda maior nos investimentos. Especialista em gestão de empresas familiares, Fernandez salienta que apesar de o Vale do Taquari ser uma região privilegiada, com diversificação da atividade econômica, também sente forte os reflexos. “Me atrevo a dizer que 20% a 30% das micro, pequenas e médias empresas fecharão entre 2016 e 2018”, declara. E na sua opinião, o grande desafio é a melhoria da gestão. “Neste sentido, o segmento contábil é muito importante e suas intervenções podem ser fundamentais para o desenvolvimento econômico regional como um todo”. De forma isolada, Fernandez entende que o contador deve assumir o seu papel estratégico junto aos clientes, apontando soluções e melhorias para as empresas. “É necessário trabalhar de forma integrada e muito próximo com o cliente, o qual está diante de um cenário de grandes incertezas, que dificultam a tomada de decisões”, resume.

Com base em estudos e projeções, o especialista compartilha cenários como a cada vez maior desindustrialização do país, o forte impacto da crise no comércio, desemprego com taxas entre 10 e 20% em 2016 e inflação de até 12%.

As alternativas para superar esta crise, considerada a mais severa dos últimos tempos, são arrumar a casa, investir na equipe com treinamentos, promover melhorias para ganhar eficiência e trabalhar a produtividade, entre outros. Fernandez sugere projetar o fluxo de caixa a longo prazo, reavaliar os gastos e promover cortes nos lugares certos. “As empresas precisam agora redefinir processos”.

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