Funai oficializa a liberação de três quilômetros da área indígena na BR

Liberados nesta semana mais três quilômetros compreendidos pela área indígena da BR-386 para duplicação. O perímetro havia sido liberado, anteriormente, pela Fundação Nacional do Índio (Funai) apenas para a retirada das árvores. Agora, restam somente dois quilômetros que precisam ser autorizados e que, conforme a Funai, só serão liberados após a realocação da aldeia.

O presidente da Comissão Pró-duplicação da BR-386, José Luiz Cenci, diz que recebeu a notícia de um engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que esteve na região para visitar a obra. Por enquanto, a novidade ainda não foi oficializada à empreiteira responsável. “São ótimas notícias. Assim que houver essa oficialização, as obras devem ser aceleradas. Até porque, o próximo mês garante um tempo mais seco. Provavelmente em março e abril os trabalhos estejam prontos.”

O diretor da Conpasul, Nilto Scapin, adianta que, após a liberação do trecho pela Funai, faltará apenas a aprovação do Ibama. “Acredito que na próxima semana já teremos esse aval positivo para iniciarmos a terraplenagem, e consequentemente, a duplicação.” Ao todo, são nove quilômetros que compreendem o trecho da aldeia. Agora, restam dois em que está situada de fato – o acampamento.

Licitação

Mesmo com a greve dos funcionários do Dnit e o atraso na abertura de nova licitação para a construção da aldeia, Cenci está esperançoso. “Há uma perspectiva de que o edital fique pronto até o fim do mês. Sabemos que o pagamento das obras está previsto no orçamento e acreditamos que os atrasados serão pagos logo.”

Em junho foi aberta a licitação para a construção das 29 casas da aldeia, com centro comunitário, cultural e de recreação, além de estrutura para a comercialização de artesanato. A notícia possibilitou que a Funai liberasse parte da via para a obra. Porém, a única empresa que participou da licitação apresentou o valor de R$ 10 milhões como proposta, que foi recusado pelo Dnit. Ainda, havia o risco de as obras pararem por causa do atraso nos pagamentos à empreiteira, o que, com a greve dos funcionários do órgão, só piorou a situação.

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