Fruticultura: Produtores analisam proposta de parceria

Os sócios da Associação Municipal de Produtores de Frutas estiveram reunidos, recentemente, para conhecer uma proposta de parceria apresentada pela Cooperativa de Fruticultores do Alto Taquari (Cooperfat), de Arvorezinha. A Cooperativa pretende comprar a produção de frutas dos agricultores de Putinga. “Eles precisam de material, e os nossos produtores de mercado. Claro que estamos apenas iniciando as conversas, vamos ter que nos reunir mais vezes, mas é importante podermos ter um local próximo disposto a absorver as frutas do município”, comenta o secretário de Agricultura Rogério Dall’Acqua.

A associação conta com 37 sócios que cultivam uva, laranja, pêssego e caqui. Esse é o primeiro ano. “Ainda estamos no inicio, ano que vem a produção será maior e conseguiremos atingir mercado”, explica. O presidente do grupo, Genir Polese, ressalta a importância de encontros com outras associações do setor. “Nossa preocupação é encontrar alterativas para os produtores, podermos debater, trocar ideias, para que juntos possamos encontrar soluções para a monocultura do município. Parcerias com grupos organizados não é concorrência, é uma forma de crescermos e agregar ao produto”, afirma. Segundo ele, produtores de municípios pequenos precisam unir forças para se desenvolver.

O presidente da Cooperfat, Leocir Macedo, apresentou o trabalho da cooperativa e enfatizou a qualidade da produção. “Precisamos de frutas de qualidade para fidelizarmos os mercados. Se você vender algo ruim nunca mais conseguirá fechar negocio novamente. Por isso, presamos muito isso, contamos com acompanhamento técnico, além de um profissional que faz o controle de qualidade, tudo isso para garantir boas frutas. E esse trabalho está dando resultado, só no ano passado comercializamos 20 toneladas de pêssego e hoje não conseguimos mais, pois não há produtor que produza”, coloca.

A Cooperfat clássica e transporta a produção até os mercados. Em uma semana são processadas 2,5 mil caixas de laranja. “Outra questão é a regularidade na entrega, que é muito exigida nos mercados. Para isso assumimos compromissos”, ressalta. Após a explanação, Macedo colocou o técnico da cooperativa a disposição para realizar visitas aos pomares dos produtores interessados em se tornar parceiros, como forma de orientar sobre o cultivo e alternativas de controle de pragas.

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