Federasul demonstra otimismo cauteloso para 2017

Simone Leite e Fernando Marchet apresentaram as projeções da Federasul para 2017

Otimismo cauteloso é o que projeta a Federasul para economia brasileira em 2017. Ao apresentar o seu balanço de 2016 e perspectivas para o próximo ano, nesta quinta-feira (15), a entidade acredita em uma recuperação gradual do mercado que pode elevar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) para 0,2% em 2017. Antes, a curva do desemprego deve continuar em elevação até que o ajuste fiscal conduzido pelo Governo Federal resgate a confiança e reverta a atual situação econômica. Todos os esforços somados e, se nenhum fato inesperado ocorrer no cenário mundial e nacional, vai levar a inflação para faixa dos 5%, abrindo espaço para a redução das taxas de juros para um patamar próximo à 11%. Para as exportações o cenário é positivo com uma taxa de câmbio que deve ficar em torno de U$3,30.

O cenário apresentado pelo economista e vice-presidente da Federasul, Fernando Marchet, também se traduz nas palavras da presidente da Entidade, Simone Leite, que tem desenvolvido um trabalho em busca do engajamento de novas lideranças baseado no estímulo ao pertencimento e protagonismo dos empresários. “O silêncio e a omissão da classe produtiva gerou uma maior crise que vivemos. Temos que estar envolvidos numa só força para retomar o crescimento”, disse ela.

Marchet lembrou que o Brasil viveu um ano sem avanços e outros dois de quedas na produção gerados por um erro no diagnóstico da política monetária brasileira. “Em 2017 a retomada vai ser gradual e os impactos das medidas adotadas só vão gerar crescimento a partir de 2018”, afirmou ele. Em trajetória parecida com a do cenário nacional, o setor de serviços deve encontrar uma maior dificuldade de recuperação em função do contínuo aumento do desemprego e do alto endividamento das famílias.

Em pesquisa realizada pela Federasul com 110 micro, pequenas e médias empresas do comércio, da indústria e do segmento de serviços foi identificado que 37% tem oportunidade para expandir seu negócio e contratar mais pessoas, mas as incertezas previstas para 2017 impedem o crescimento. “Tenho certeza que a participação, através do associativismo, vai transformar a energia empreendedora em força política, em uma voz ativa na construção do Rio Grande do Sul e do Brasil que queremos”, disse a presidente Simone Leite.

Depois de uma recessão de 3% em 2016, a Federasul espera uma recuperação da economia gaúcha com crescimento de 0,9% no PIB do RS. O motor, mais uma vez, será o agropecuário que deve impulsionar os números com a maior comercialização de aves, suínos, leite e a manutenção das exportações da soja e do fumo.

Fonte Assessoria de imprensa - Federasul

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