Família investe na produção leiteira em Colinas

Conforme dados que podem ser encontrados no site da Emater/RS-Ascar, o Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do país, com mais de 3,634 bilhões de litros anuais (IBGE – 2010), o que representa 12% da produção nacional. Diariamente são produzidos em torno de 9,956 milhões de litros de leite.

A produção leiteira tem um grande potencial de crescimento no Estado. O clima temperado, a fertilidade do solo, a boa disponibilidade de água, a produção predominantemente à base de pastagem e a mão de obra familiar nas pequenas propriedades, são os principais fatores deste desenvolvimento.

Em virtude disso, muitas famílias apostam nesta atividade, o que contribui para a arrecadação de renda dos municípios. Conforme o secretário da Agricultura de Colinas, Harri Lückemeier, o setor primário representa em torno de 85% da economia do município. Colinas atingiu a 4ª colocação no Vale do Taquari e a 6º colocação no estado em valor produzido por quilômetro quadrado. Por isso, inúmeros incentivos são dados para que as famílias invistam em suas propriedades.

O casal Ademar e Beatriz Müller, residente na Linha Westfália, é um exemplo a ser seguido na área de bovinocultura leiteira. Eles começaram com apenas duas vacas e vendiam somente 45 litros de leite a cada dois dias. Foram atrás de orientações técnicas oferecidas pela Emater local, fizeram visitas em outras propriedades, conseguiram recursos financeiros e com o apoio da Prefeitura começaram a aperfeiçoar a propriedade. Hoje comemoram o título de maior produtor de leite do município.

Há uma década na atividade, possuem 90 vacas leiteiras que produzem cerca de 1,5 mil litros de leite por dia. “Antes minha esposa trabalhava numa firma e eu era caminhoneiro. Por problemas de saúde resolvi mudar de profissão. No começo não foi tão fácil, mas nós gostamos da atividade e nos dedicamos bastante”, explica Müller.

Modernização da propriedade

O casal leva em torno de uma hora e meia para ordenhar todas as vacas. “É um sistema fácil de trabalhar, mas é um compromisso diário. Temos três funcionários que nos ajudam. A vaca que mais produz dá em torno de 42 litros de leite por dia. Também trabalhamos com 25 hectares de milho para silagem, que fica armazenada em trincheiras. Usamos cerca de 2 mil quilos de silagem por dia”, destaca o casal.

Num galpão, que tem 640 metros quadrados, 64 vacas ficam confinadas 24h por dia. Ao lado foi construída a sala de ordenha e a sala de espera. “Deixar as vacas confinadas é melhor porque obtemos mais leite e é mais fácil para trabalhar. O restante dos animais fica no campo, numa área de cerca de sete hectares”, justifica Beatriz.

A família comemora os bons resultados e continua de olho no crescimento da atividade. “Temos dois galpões, dois tratores, máquinas para tratar as vacas, limpar e ordenhar. Também pretendemos construir um galpão para as vacas que estão no período pré-parto. O transporte do leite para a Latícinios Steffenon, em Boa Vista do Sul, é feito por nós mesmos, mas se tivéssemos que fazer tudo isso sem o apoio da Prefeitura, a gente não conseguiria” ressalta, Müller.

O setor agrícola do município recebe os seguintes auxílios: 7% do valor do investimento; financiamento de rebanho; financiamento rural; talão nota dez; auxílio lona; projeto de diversificação; inseminação; trator agrícola; horas máquina; transporte de calcário e tijolos para composteira.

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