Executivo e Acil projetam centro cultural

A Administração Municipal e Associação Comercial e Industrial de Lajeado (Acil) estudam a implantação de um Centro Cultural e Empresarial nas dependências do Parque do Imigrante. A parceria entre o governo e entidade também deve resultar na construção de um anfiteatro. Embora recente e sem projeto, a iniciativa prevê captação de recursos federais para as obras.

Com o centro, Executivo e Acil pretendem dinamizar a área e transferir ao local entidades ligadas às empresas. Futuro presidente da associação, o advogado Alex Schmitt diz que a ideia está em análise no governo. Conforme ele, o município cederia à Acil a área antes utilizada para rodeios.

Além do dinheiro a ser requerido ao Ministério da Cultura, a entidade deve contribuir com parcela da edificação. “É um projeto audacioso e a longo prazo que também ajudará na revitalização do parque.”

Parque em reforma

Para a Expovale 2014, o Executivo e a Acil remodelam o Parque do Imigrante e o deixam em condições para sediar o evento. De acordo com o presidente da Expovale, Reni Machado, as necessidades foram elencadas com base em pesquisa realizada durante as últimas edições da Expovale e Construmóbil.

A apresentação do Plano de Prevenção Contra Incêndio (PPCI) do local ao Corpo de Bombeiros ocorre nesta semana. Comandante da corporação de Lajeado, o capitão Cássio Conzatti explica que a liberação do alvará do Parque do Imigrante implica no funcionamento da feira. “O prédio precisa ter alvará permanente, mesmo o evento sendo temporário.”

O recapeamento da Avenida Alberto Müller integra as prioridades do município até o evento, em novembro. O secretário de Obras, Adi Cerutti, estima custo de R$ 1,7 milhão no asfaltamento. A avenida do Parque também receberá revestimento asfáltico e as calçadas próximas ao parque serão refeitas.

As reestruturações dos banheiros terão contrapartida da Acil. Haverá novo espaço para shows, com melhor acústica, e a praça de alimentação ocupará a antiga área das apresentações.

Para os pavilhões 2 e 3, a secretaria de obras analisa a melhor opção de reforma dos telhados. Cerca de R$ 250 mil serão investidos em camada de manta asfáltica ou troca de toda a cobertura. “Estamos avaliando o custo-benefício, não há como corrigir as goteiras”, conta Cerutti.

Goteiras nos pavilhões

Proprietário há seis anos da cantina localizada no pavilhão 1, Paulo Azzolini acompanha o uso das quadras esportivas. Percebe diminuição na busca por horários por parte dos atletas e, como consequência, queda de 70% nas vendas. Conta que a situação se agrava desde o início de 2013.

Relaciona os fatos com a estrutura precária dos telhados. Segundo ele, em dias de chuva é preciso interromper os jogos para secar a água no chão. “Está atirado às traças.”

Equipes de vôlei e futsal costumavam disputar horários. Conforme Paulo, por noite circulavam de 300 a 400 pessoas. Hoje, o número beira os 50.

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