Evento em Nova Bréscia aborda nutrição e qualidade na produção leiteira

A Emater/RS-Ascar, em parceria com a Prefeitura e com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), realizou na última sexta-feira, dia 5, no auditório da prefeitura de Nova Bréscia, o 4º Dia do Leite. Na ocasião, foi realizada palestra técnica com o tema “Nutrição x Qualidade do Leite”, ministrada pelo gerente adjunto da Emater/RS-Ascar de Lajeado, Diego Barden dos Santos. Para o palestrante, uma alimentação balanceada e com equilíbrio nutricional, possibilita maior produtividade e mais qualidade ao leite. “Não podemos esquecer que a vaca é um ruminante, ou seja, ela precisa pastar”, lembra.

Foram informações do tipo que modificaram a propriedade do produtor Roberto Carlos Signori, da localidade de Linha Caçador. Quando iniciou na atividade, há cinco anos, ao lado da esposa Marciane, as duas vacas que tinha não produziam, juntas, mais do que 28 litros de leite por dia. “A maior parte da alimentação delas vinha da silagem e da ração, sobrando a pastagem para quando elas estavam quase satisfeitas”, recorda. Foi por meio de orientações técnicas da Emater/RS-Ascar e da prefeitura, que Roberto modificou o procedimento, ampliando o tempo de permanência dos animais no pasto.

Atualmente com 14 vacas, produzindo cerca de nove mil litros de leite por mês, o bovinocultor valoriza o processo de aprendizado vivenciado em sua propriedade. “Foi uma medida simples que fez com que cada animal aumentasse a produção para quase 20 litros de leite diários”, sorri. O bom momento da bovinocultura, com a integradora pagando quase R$ 1,00 por litro de leite, faz com que o casal não tenha saudade dos tempos em que trabalhavam na cidade – Roberto era caminhoneiro e Marciane balconista. “Queremos colocar uma sala de ordenha para que possamos ampliar o plantel e a produção”, afirma Roberto.

Situação semelhante vive o jovem casal Robson Cegolini e Karine Fath, da localidade de Morro Seco. Com 11 vacas em lactação, produzindo seis mil litros de leite por mês, pretendem ampliar o plantel para 30 animais, com produtividade de 25 mil litros de leite no período. Para chegar a este objetivo, apostam na construção de um novo galpão e no melhoramento genético. “Quero fazer o curso para que possa, no futuro, eu mesmo, ser o inseminador na propriedade”, projeta Robson. Outro ponto, de acordo com Karine envolve gostar daquilo que se faz. “Trabalhamos em um restaurante na cidade e não voltaríamos”, diz a jovem de apenas 20 anos.

Em Nova Bréscia existem 180 famílias de bovinocultores de leite que, juntas, produzem 7,2 milhões de litros de leite por ano. O técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Cristiano Laste, observa que o número de produtores permanece o mesmo há alguns anos, tendo aumentado a produtividade. “Em relação ao ano anterior, houve um crescimento de produção de cerca de um milhão de litros”, observa. Um dos motivos, de acordo com Laste, está no aumento do rebanho, que saltou de 1.900 para 2.200 vacas. “Também a qualificação da produção em temas como melhoramento genético e manejo de pastagens, explicam a evolução”, ressalta.

O evento, de acordo com o engenheiro agrônomo, Itacir Barbieri, foi uma forma de homenagear e valorizar os produtores de leite do município pelo trabalho realizado, que possibilita renda e qualidade de vida para as famílias envolvidas. “Sem esquecer o acesso ao conhecimento, já que um encontro envolvendo tantas pessoas da mesma atividade possibilita a troca de experiências entre técnicos e produtores”, ressalta. Participaram também da atividade o prefeito de Nova Bréscia Gilnei Agostini e supervisor regional da Emater/RS-Ascar, Cezar Burille.

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