Estrela não tem casos de raiva herbívora, mas amplia conscientização

A Secretaria da Agricultura de Estrela fortalece a vigilância sobre o rebanho do município em alerta preventivo contra a raiva. Apesar de em Estrela não ter sido registrado casos da doença que acomete animais herbívoros, a emissão do alerta sanitário em todo o Estado faz com que técnicos da área redobrem os cuidados e orientem os agricultores. “Focos de raiva foram constatados em Montenegro, Tabaí, Pareci Novo e Muçum”, informa o secretário da Agricultura José Adão Braun.

Por meio das orientações aos agricultores e do ágil acautelamento dos profissionais da área, o município monta uma barreira para conter a incidência da raiva. Os produtores estão sendo instruídos sem alarde, mas com importantes instruções para manter a prevenção. “É preciso estar atento aos sintomas do rebanho. Quando acometido pela raiva, o animal fica imobilizado com os membros enrijecidos e salivação intensa. A orientação é não tocá-lo porque a saliva transmite raiva ao humano”, explica Braun.

Os agricultores não devem descuidar da prevenção. “Nosso gado é requintado e de alto padrão, não podemos correr o risco de um ataque. Além das medidas na propriedade, é importante que o produtor vacine o rebanho ou reforce a dose da vacina”, salienta o secretário.

Plano de ação

A equipe especializada da Secretaria Estadual da Agricultura e a Supervisão Regional da Defesa Agropecuária de Estrela montam um plano de ação para difundir a conscientização sobre prevenção entre os agricultores. “A Regional está montando um ciclo de palestras para promover a educação em saúde junto a diferentes comunidades para expor e mostrar para as pessoas as características do morcego e da raiva” informa o fiscal estadual agropecuário, Felipe Lopes Campos. A equipe está de sobreaviso e vai à caça de morcegos “vampiros” onde existem ocorrências. “Felizmente em Estrela não recebemos notificações”, diz Campos.

Segundo ele, para o produtor o importante é que ele faça a revisão de furnas e se observar a existência de cavernas em sua propriedade, deve avisar a inspetoria local. Eles também devem estar atentos para os sintomas no rebanho. “Animais com movimento de pedalagem ou qualquer sintoma clínico, a inspetoria deve ser comunicada.” A equipe recolhe o material, envia ao laboratório para diagnosticar ou não a existência de um foco de raiva. “A não notificação coloca em risco os rebanhos da região, podendo expor o homem à enfermidade”, enfatiza Campos.

Raiva

O principal transmissor da raiva é o morcego hematófago. Segundo Felipe Lopes Campos, o controle da raiva nos animais herbívoros é feito por meio de vacinação estratégica de espécies suscetíveis e do controle populacional do morcego.

A doença afeta o sistema nervoso central que pode acometer todos os mamíferos. O homem pode se contaminar pelo contato direto de feridas na pele ou de suas mucosas com as secreções de animais infectados, assim como por arranhões ou mordeduras.

Sinais nos animais herbívoros

– O sinal inicial é o isolamento do animal, com apatia e perda de apetite

– Com a evolução da doença aparecem movimentos desordenados da cabeça, tremores musculares, incoordenação motora, andar cambaleante.

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