Estrela insemina quase 2 mil animais em 2014

A Secretaria Municipal da Agricultura (Smag) de Estrela encerrou o ano contabilizando um total de 1.985 animais inseminados. O secretário José Adão Braun enfatiza que houve pequeno incremento no número de procedimentos em relação a 2013. “Não chega a ser um índice acentuado porque o rebanho continua praticamente o mesmo.”

A inseminação é o grande trunfo do município para aperfeiçoar a produção leiteira. Estrela é um dos pioneiros no procedimento no Vale do Taquari. Braun esclarece que o procedimento, é uma das primazias dentro da Smag porque coloca o rebanho estrelense no alto da genética leiteira. “Nosso serviço de inseminação é muito eficiente. Contamos com dois inseminadores que atendem todos os dias do mês, mantemos plantões nos sábados, domingos e feriados. É um serviço que tem gerado repercussão no município”, analisa o secretário.

Demanda por sêmen

Manter a média de inseminações todo o mês é zelar pela cadeia leiteira. Estrela possui uma seleção de sêmen de 12 touros de alto padrão genético que está congelada em temperaturas baixíssimas no nitrogênio. Entre as raças estocadas, holandês e jersey. “A maior demanda é pelo sêmen holandês.” As doses custam entre R$ 10 a R$ 60 reais. O município subsidia ao produtor a preço de custo, é cobrado somente o sêmen para que as propriedades possam estar bem abastecidas com esse tipo de tecnologia, afinal, o aprimoramento genético se eleva a cada geração. “A experiência mostra que as filhas sempre nascem melhor que as mães em função da carga genética dos pais.”

Acasalamento genético

“Existe um favorecimento por parte da prefeitura para ajudar o produtor a fazer o melhoramento genético, com o intuito de aperfeiçoar a produção e a desempenho animal.” A fecundação das vacas artificialmente está cada vez mais corriqueira no município. “É difícil encontrar um touro na propriedade. As ações são articuladas a fim de facilitar o acesso dos produtores ao acasalamento genético. O touro é de difícil manejo e pode transmitir doença às vacas. A inseminação garante a melhor produção e a sanidade do rebanho.”

Cinquenta por cento de produtividade

Na localidade de Chá da Índia, a propriedade de Valmir e Maria do Carmo Scheeren conta com 34 vacas semiconfinadas e cinco vezes por mês, os inseminadores da Secretaria da Agricultura os visitam para fazer o atendimento. A propriedade produz 17 mil litros/mês de leite. “Temos um percentual relativamente bom de prenhês: 50% são fecundadas na primeira vez”, informa o filho Diego Scheeren que é o braço direito dos pais. Depois de quatro anos trabalhando na cidade, decidiu voltar ao interior para tocar a propriedade e é o responsável, junto com os técnicos da prefeitura, pela inseminação das vacas. Diego explica que a produtividade do rebanho aumenta em média 50% com o melhoramento genético. “Não conta apenas a produtividade, com a inseminação se busca a qualidade de vacas com perfil de úberes melhores, mais resistentes e de maior porte.”

Há 25 anos os Scheeren deram início a técnica artificial e desde então não pararam. Hoje cada vaca custa no mínimo R$ 4 mil e não há intenção de vendê-las. Pelo contrário, o projeto para 2015 é ampliar as instalações. “Temos capacidade para 35 animais, queremos aumentar para 43 para termos uma produção maior”, informa Diego.

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