Estoques da Conab encolhem, e os agricultores reclamam da redução

Desde o início do ano, as cotas oferecidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na venda de milho a balcão começaram a sofrer reduções, fato que também repercute no Vale do Taquari. Este produto, oferecido aos agricultores que não têm produção suficiente ou dependem dele na integralidade para alimentar seus plantéis de suínos, aves e bovinos, tem como objetivo a produção de rações a um custo mais reduzido.

Segundo informa o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, Valdecir Luís Folador, esta redução na oferta gerou várias reclamações de produtores de suínos que não conseguem atender suas necessidades.

A intenção da associação é a de estabelecer um novo diálogo com o Ministério da Agricultura para expor o problema e discutir a tomada de providências. A cota máxima, anteriormente ofertada, era de até 20 toneladas mensais por agricultor, com variação segundo suas necessidades. Hoje, a quantidade oferecida é de até 208 sacas de 60 quilos. o que equivale a 6 mil quilos mensais por interessado. Uma consulta feita à Conab, pelo supervisor operacional da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa), unidade de Estrela, Ledo Daruy, demonstra que o fato está relacionado com os baixos estoques reguladores do grão no momento.

Estoque disponível

A unidade da Cesa dispõem de 7,2 mil toneladas do produto, o que deverá assegurar o abastecimento por mais sete meses. Daruy destaca que, no momento, a procura do produto não está muito acentuada, já que a safra de milho está em fase de colheita e deverá garantir parte da alimentação.

O produto é liberado tão logo a Conab esteja de posse do cadastro atualizado do agricultor, que é encaminhado pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) ou pela Emater/RS-Ascar, e após receber comprovante do pagamento do milho. A saca é entregue ao interessado a R$ 25,20.

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