Escola do Leite será lançada no dia 15

A partir do mês de setembro, os produtores de leite da Dália Alimentos irão receber assistência técnica no formato de aulas. O projeto Escola do Leite vai permitir que os associados recebam informações de forma coletiva, por meio de encontros itinerantes com a participação de profissionais gabaritados que integram o corpo técnico da cooperativa.

O lançamento da Escola do Leite ocorre no próximo dia 15, com aula inaugural de apresentação a ser realizada no Clube Comercial de Encantado, a partir das 9h30min.

Foram convidados para o evento o Secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Luiz Fernando Mainardi; o presidente do Sistema Ocergs-Sescop/RS, Virgílio Frederico Perius; o superintendente do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Francisco Signori; o representante do Ministério Público do RS, Marcelo Lemos Dornelles, além de demais autoridades, lideranças, imprensa, conselheiros, delegados e associados da região onde o projeto será implantado inicialmente.

Também prestigiaram a aula inaugural, com posterior explanação acerca do projeto inovador de assistência técnica, o presidente Executivo da Dália Alimentos, Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, e o presidente do Conselho de Administração, Gilberto Piccinini.

O gerente da Divisão Produção Agropecuária (DPA), Igor Weingartner, detalha que a finalidade da Escola do Leite é otimizar o tempo de contato entre produtor e corpo técnico da empresa. Segundo ele, no modelo atual de assistência, a periodicidade de cada visita ao produtor varia conforme a produção de leite, obedecendo a um cronograma organizado em roteiros de 60, 90, 120 e 180 dias.

A Dália Alimentos conta com um técnico por região que atende, por vezes, mais de 200 produtores dentro de um raio de ação. “Isso reduz o tempo de contato entre produtor e técnico e produtores menores acabam por ser visitados uma ou duas vezes ao ano, gerando insatisfação e, às vezes, desencontros que reduzem, ainda mais, a frequência de visita às propriedades”, explica.

Por isso, a cooperativa repensou o processo de assistência em busca de uma solução para tal dificuldade, que perdura há anos no modelo de assistência técnica brasileira. “Ao invés de um único técnico visitar 200 produtores, pensamos em organizá-los em grupos menores e assisti-los de forma coletiva de uma única vez”, considera, reforçando que este será o desafio da Escola do Leite.

A Escola do Leite

O projeto Escola do Leite consiste em uma escola montada sobre rodas, em uma camioneta Sprinter, que, ao se deslocar, se instalará em propriedades estratégicas, em cada região assistida pela Dália Alimentos. Nos locais serão ministradas aulas práticas e teóricas para todos os produtores daquela localidade.

Durante o encontro, que será realizado uma vez ao mês, os produtores de leite poderão sanar dúvidas e observar na prática como qualificar a produção, além de interagir com os demais produtores e parceiros da atividade.

A sala de aula motorizada será equipada com um toldo aéreo de proteção para sol e chuva, televisor de 65 polegadas, sistema de áudio, vídeo e retroprojetor. A capacidade é para 40 pessoas sentadas, que receberão todo material apresentado durante as aulas em apostilas, incluindo cada módulo e assunto estudado durante os encontros.

Os temas apresentados serão discorridos por veterinários, zootecnistas e técnicos que congregam o corpo técnico da Dália Alimentos. Ao término de dez meses, o produtor que frequentar todas as aulas receberá um certificado de conclusão do curso.

Em setembro será organizado um calendário, dando início aos encontros. Participarão da Escola do Leite produtores de Anta Gorda, município-sede da região que vai receber as primeiras aulas do projeto, e também de Arvorezinha, Doutor Ricardo, Ilópolis, Itapuca, Nova Alvorada, Putinga e Relvado.

No total, a região conta com 232 agricultores assistidos pela Dália Alimentos, que atuam com a atividade de bovinocultura leiteira.

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