Escola do Leite encerra atividades na região

Após dez meses de aulas, seis encontros mensais, 60 encontros no total e mais de cinco mil quilômetros percorridos, a Escola do Leite da Dália Alimentos encerra as suas atividades nos municípios que compreendem a região de Anta Gorda.

A última aula ocorrerá no dia 25 deste mês, na propriedade de Vilson Cagliari, em Linha Salvação, interior do município de Relvado, com o tema “Controle de Mastites”, ministrado pela técnica em agropecuária Bruna Nardi. O projeto-piloto reúne produtores de leite desde setembro de 2013, quando as aulas tiveram início na propriedade de Arlei Parisotto, em Linha Doutor Borges de Medeiros, no município de Anta Gorda.

Desde o seu lançamento, a Escola do Leite apresentou dez módulos, os quais trataram sobre diversos assuntos relativos à atividade leiteira. Intercalando dois meses de férias, em janeiro e fevereiro, a Escola levou aos produtores uma nova forma de assistência técnica.

A Sprinter equipada com sistema de áudio e vídeo, cadeiras e toldo móvel percorreu os municípios que pertencem à região de Anta Gorda, cujos produtores são atendidos pelo técnico Júlio de Sordi. Foram beneficiados pelas aulas associados dos municípios de Anta Gorda, Arvorezinha, Doutor Ricardo, Ilópolis, Itapuca, Nova Alvorada, Putinga e Relvado, totalizando 295 produtores de leite que produzem 2,3 milhões de litros ao mês.

Os módulos e conteúdos abordados foram: Gestão e Planejamento da Atividade Leiteira, Produção de Alimentos Volumosos, Manejo Nutricional do Rebanho, Melhoramento Genético, Instalações e Conforto Animal, Criação de Terneiras e Novilhas, Reprodução de Vacas Leiteiras, Qualidade do Leite e Manejo de Ordenha, Controle de Mastites e Sanidade do Rebanho.

Para o coordenador do setor de Gado Leiteiro da Dália Alimentos, zootecnista Fernando de Araujo, o projeto atingiu o objetivo principal, que era oferecer aos associados uma capacitação qualificada, abordando assuntos que são fundamentais para incrementar a produção de leite nas propriedades. “Utilizamos uma estrutura completa com áudio, vídeo e material didático impresso. Em todos os módulos houve interesse dos associados participantes e temos a certeza de que as aulas da Escola do Leite foram úteis aos produtores.”

Araujo destaca, ainda, o ambiente criado pelas turmas, enfocando a troca de experiências entre os associados e a equipe técnica da cooperativa como principal fator de aprendizagem. Ele também enfatiza e elogia a participação do técnico da região de Anta Gorda e coordenador do projeto, Júlio de Sordi, inclusive como instrutor de um dos módulos.

Propriedade como sala de aula

Uma das propriedades que recebeu a Escola do Leite foi a do produtor Volmar Camilotti (43), de Linha Taquara, município de Putinga. Com 27 vacas em lactação e uma produção de 700 litros de leite por dia ele conta que fazer parte do projeto e recebê-lo em sua casa foi motivo de orgulho e aprendizagem. “A gente sempre aprende algo de novo, ainda mais pelo fato de ser em grupo, junto com outros produtores que têm as mesmas dúvidas e atividade que a nossa. Foi muito bom.”

De técnico a motorista e instrutor

Na Dália Alimentos há dez anos, o técnico em agropecuária Júlio de Sordi é uma das peças fundamentais da Escola do Leite. Motorista do veículo Sprinter para todos os municípios em que a escola se desloca, também auxiliava na montagem da lona e de toda a estrutura.

Como se não bastasse, Sordi também passou a ser um dos instrutores da escola e hoje coordena o projeto. No mês de agosto ministrou o módulo “Qualidade do Leite e Manejo da Ordenha.” Para ele, mais que prestar assistência técnica de forma diferenciada, o projeto promoveu uma interação ainda maior entre os produtores da região. Ele destaca a felicidade em fazer parte da iniciativa e salienta que para ele também foi algo novo e desafiador. “Foi muito bom engajar este projeto. Em 2015 vamos dar continuidade, em uma nova região, melhorando e qualificando ainda mais o trabalho.”

Na região de Progresso em 2015

Em 2015, a Escola do Leite terá aulas realizadas na região de Progresso, que compreende os municípios de Fontoura Xavier, São Jose do Herval, Pouso Novo, Barros Cassal, Gramado Xavier, Boqueirão do Leão, Canudos do Vale, Sério, Forquetinha, e Marques de Souza.

Segundo Araujo, as aulas deverão iniciar no mês de fevereiro, com agenda e cronograma a definir. “Estamos organizando o material didático, as turmas e o calendário de aulas. Esperamos que os associados da região de Progresso participem de nossas atividades no próximo ano e que a Escola do Leite contribua para o aumento da eficiência da atividade leiteira nas propriedades dos associados atendidos”, pontua.

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