Equipe tenta conter possível surto de raiva herbívora detectado no Vale

Equipe do Programa Nacional de Controle da Raiva em Herbívoras estará em Taquari na segunda-feira, dia 17, para conter o surto da doença que matou dezenas de animais na região desde o início do ano. Casos foram confirmados próximo à divisa de Bom Retiro do Sul.

Transmita por morcegos hematófagos, a raiva herbívora compromete o sistema nervoso de animais de produção, como eqüinos, bovinos, ovinos, suínos e bubalinos. Não há cura. Em 2013, morreram mais de 4 mil animais no Estado.

O agente Hugo Erhardt comandará a equipe de técnicos e veterinários. O principal passo, diz, é definir para qual direção o surto se encaminha. A partir do local onde foi confirmado o caso mais recente da doença, será vistoriado um raio de cerca de 15 quilômetros, autonomia de vôo do vetor, na procura por vestígios de mordida no rebanho. “Aí precisamos procurar os morcegos. Se não encontramos, não se resolve o problema.”

Para ele, um dos responsáveis pelo avança do surto é o produtor rural, que minimiza a situação ao não vacinar rebanhos. Encontrada em agropecuárias, cada dose da vacina custa menos de R$ 1. Além da imunização, o proprietário das terras deve identificar o abrigo de morcegos e relatar à Inspetoria Veterinária e Zootecnia de Taquari.

Segundo o coordenador do programa no Rio Grande do Sul, Nilton Rossato, a vacina pode se tornar obrigatória nos próximos dias. Ele afirma que a equipe levanta dados e argumentos para comprovar a necessidade da determinação. “Não há legislação que obrigue a vacinação em relação à raiva. Mas temos um risco de saúde pública e de perda econômica”, afirma.

Saiba mais

O surto de raiva herbívora começou em 2011, na região Centro-Sul do Estado. A doença compromete o sistema nervoso do animal, causando perda de coordenação motora e matando-o em questão de três dias.

Os morcegos migram para regiões em que há abrigo adequado, como grutas, troncos, casas abandonadas e pontes. Ou em fendas de rochas, como encontradas na região de Marques de Souza. De hábitos noturnos, se alimentam do sangue dos animais de produção. Na falta, podem atacar cães e gatos. Pessoas podem ser infectadas por meio da saliva dos animais. Por isso, é necessário a utilização de luvas durante o manejo.

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