Empreendedorismo, conhecimento e inovação são palavras de ordem

Essas três palavras nortearam a última reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Estrela (Cacis) com seus associados na sexta-feira, dia 13, no Estrela Palace Hotel, que marcou a saída do atual presidente. Com o co-patrocínio da Faculdade La Salle, o palestrante convidado foi o professor Emerson Luis de Vargas de Caxias do Sul, que abordou a atualidade e as mudanças sobre o mundo dos negócios.

Segundo ele, velhos ditados não servem mais para os dias atuais, uma vez que há uma quantidade muito maior de produtos, a tecnologia está em todo lugar (até mesmo nos caixas dos super mercados), o mercado estabelece as tendências, mas o principal: hoje as pessoas não valem segundo a força de trabalho, mas pela quantidade de conhecimento. Ou seja, não estamos mais na Era Industrial, mas na Era do Conhecimento. No entanto, hoje também não basta ser apenas universitário, é preciso aplicar o conhecimento, agir com proatividade. No que se refere às empresas, Emerson entende que antes os chefes avaliavam os funcionários, depois esses começaram a avaliar seus superiores, mas hoje os próprios consumidores é que avaliam se a empresa está apta ou não para o mercado.

Mas como atingir esse público, tão variado? Para o professor é preciso avaliar, pesquisar e fazer alguns questionamentos. “No que vocês são melhores?. Quais são suas metas? E seu planejamento? Quem são seus funcionários?”, indaga o professor. A resposta para a última pergunta, em primeiro lugar era de acordo com o QI (quociente intelectual), mas nos anos 80 passou a ser o QE (quociente emocional, ou seja, como os funcionários sabem lidar sob pressão), e hoje é a partir do QS (quociente social), índice que se refere a todas as ações dos funcionários voltadas às pessoas, como consumidores e sociedade. E segundo Emerson Luis de Vargas, os funcionários podem ter diferentes estilos: podem ser imaginativos ou criativos, o que é um problema, pois nesses perfis não há ação e sem o compartilhamento das ideias a empresa não atua da maneira ideal. Para o professor o importante é escolher funcionários inovadores, que executam a ideia, aplicam no mundo concreto de maneira proativa. Para ele há ainda os inventivos, mas esses representam menos de 1% da população, sendo aqueles que iniciam algo do zero, como Steve Jobs e Santos Dumont.

Para chegar lá, Emerson considera que a empresa não precisa mais tentar acertar as respostas mas, sim, as perguntas. “É preciso inovar sempre, construir e desconstruir, proporcionar locais de trabalho inteligentes e criativos, seguindo os exemplos das grandes organizações como FedEx, Apple, Sanofi e Toyota; entender que hoje a própria empresa é o marketing; que antes os investimentos eram direcionados para segmentos de consumidores, mas hoje são nichos de mercado; e enfrentar o maior problema ou desafio: fazer tudo isso nas mesmas 24 horas”, salientou Emerson.

Por fim, o palestrante abordou a palavra principal: empreendedorismo. Marcado por profissionais que têm como princípio a procura de oportunidades onde a maioria vê problemas; um profissional que quer ser próspero, realizado, deixar um legado na sociedade; que busca agregar valor à empresa com criatividade, proporcionando experiência aos consumidores. Para Emerson, “estamos na Era do Conhecimento, quando a máquina dá lugar ao ser humano”, o que altera um velho ditado: “hoje, o certo não é mais `querer é poder´. Hoje, estamos diante do `agir é poder´. Cabe às empresas e empreendedores seguir a chave para o sucesso: ter competência, habilidade, atitude, valor e emoção, palavras que com certeza irão direcionar as ações dos associados da Cacis no ano de 2014”, finalizou.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...