Emater realiza encontros para fomento ao turismo rural

A Emater/RS-Ascar realizou, na última quinta-feira, dia 8, encontro com agricultores familiares da família Canton, da localidade de Barro Preto, Arvorezinha, para fomento ao turismo rural. A proposta partiu dos próprios produtores, a partir de ações e atividades desenvolvidas dentro da propriedade, com possível potencial para atrair visitantes. A ação foi acompanhada pela turismóloga da Emater/RS-Ascar, Fernanda Costa da Silva, pela responsável pela área social da Instituição, Elizangela Mainardi Roso Teixeira, por técnicos do município e pelos irmãos Olvir e Osvaldo Canton, que serviram de guia em boa parte do passeio.

Na propriedade também vivem mais três irmãos e uma irmã, além da mãe. Durante o encontro, o grupo visitou alguns locais da propriedade de 24 hectares, entre eles um pequeno museu com peças históricas da família, uma cancha de carreira para corridas e passeios de cavalo e uma casa de pedra localizada entre os ervais. Também foram conhecidas as obras literárias escritas por Olvir, entre elas os “Contos do Arrepio” para quem gosta de histórias e lendas folclóricas. Para os fãs de aventura, outros locais como o perau do facão, que leva o visitante a três cachoeiras distintas, após passar por trilhas, também são parte do cenário.

Como forma de auxiliar a família, Fernanda elaborou uma série de perguntas, parte de um questionário que ajudará os integrantes a cumprirem algumas normas essenciais para começar a receber visitantes. Questões relacionadas à infraestrutura do local – que deve ter desde placas de identificação até banheiro para turistas -, aos itens básicos de segurança necessários e definições sobre qual o público que será recebido e em quais dias, foram alguns dos pontos debatidos. “A partir das respostas dadas, será elaborado um diagnóstico com sugestões de caminhos a serem seguidos para a concretização do negócio”, explica Fernanda.

Para Fernanda, é importante que os produtores estejam atentos até mesmo aos menores detalhes. “Por exemplo, será cobrada entrada? Se sim, será apenas para o passeio ou haverá lanche incluído?”, questiona. Outro ponto observado pela profissional envolve a necessidade de os produtores passarem por algum tipo de curso para condutor local de trilha. “Antes de qualquer definição, também pretendemos realizar uma visita-piloto, com público convidado, que será capaz de avaliar, de forma isenta, quais os aspectos a serem melhorados”, observa.

Para Olvir, caso todas as etapas do processo sejam realizadas de forma correta, o turismo rural poderá se tornar uma alternativa de renda para a família, que hoje vive exclusivamente da produção da erva-mate. “Assim poderemos fazer outros investimentos, como instalação de açude para pesque e pague”, exemplifica. Hoje, a venda de artesanato e produtos da agricultura familiar como pães, biscoitos, geleias e queijos, também podem reverter em renda para a família Canton. “Estamos começando a entender o processo mas, apesar das dúvidas, vontade é o que não faltará”, completa Olvir.

Outras reuniões na parte alta

Esta não foi a primeira reunião realizada na área rural da parte alta do Vale do Taquari para avaliação do potencial turístico de propriedades de agricultores familiares. Na última terça-feira, dia 7, foi visitada a propriedade da família Gollim, de Relvado, que também recebeu orientações de representantes da Emater/RS-Ascar. Em breve outras duas famílias, uma de Ilópolis e outra de Arvorezinha, também estarão com a equipe para o desenvolvimento das atividades. “Será um novo momento para tirar dúvidas dos produtores interessados em desenvolver o turismo”, enfatiza Elizangela.

De acordo com Fernanda, o objetivo é de que esta ideia se espalhe para outros interessados, o que possibilitaria um trabalho em grupo. “Queremos entrar em contato com as secretarias de Turismo e Cultura locais ou mesmo com representantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para o trabalho em parceria”, diz. Para a turismóloga, o aumento da demanda em relação a busca de informações por parte dos produtores, é um indicativo de que há sim potencial para a área. “Cabe a nós auxiliá-los no que for necessário para este objetivo”, finaliza.

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