Em Coqueiro Baixo, produtor de leite investe R$ 130 mil em novas instalações

Uma moderna instalação começou a ser erguida em Linha Garibaldi, interior do município de Coqueiro Baixo. Dentro de dois meses, o produtor da Dália Alimentos César Soldi (31) pretende incrementar a atividade leiteira por meio de um novo estabelecimento para o gado leiteiro.

Soldi é um dos maiores produtores de leite do município. São 20 vacas em lactação, cinco secas, sete novilhas cobertas e nove terneiras. A produção diária é de 500 litros de leite, uma média de 25 litros por animal – com exceção de quatro vacas que ultrapassam os 50 litros por dia.

Essa média fez com que o produtor fosse um dos participantes do Programa Vale dos Lácteos. O projeto da cooperativa Dália Alimentos reúne os maiores e melhores agricultores de leite da região. Soldi faz parte do grupo desde o início, há quatro anos.

E foi isso também que motivou o produtor a investir nas novas instalações que começaram a ser erguidas em uma área de 2,5 hectares. Serão R$ 130 mil aplicados na infraestrutura de um galpão modelo, com alta tecnologia direcionada ao conforto, bem-estar do animal e produtividade do rebanho.

A edificação de 35 metros de comprimento por 27 metros de largura leva o nome de free stall e terá sala de espera, sala de ordenha, sala de resfriamento e sala de alimentação, em um total de 966 metros quadrados de área construída. A capacidade será para 60 vacas, cujo número Soldi pretende atingir dentro de dois anos.

Para aumentar o rebanho, o produtor já pensa em garantir sêmen de boa qualidade e realizar o processo de inseminação artificial. A litragem é outra meta a ser alcançada com a nova instalação, passando de 500 para mil litros diários de leite dentro de três anos. “O ideal é nivelar a média em 30 litros por animal”, projeta, com otimismo.

A previsão é de que o free stall esteja concluído em 60 dias. A partir disso, será possível transferir o rebanho da área atual para as novas instalações, situada defronte da antiga. Além de incrementar a renda, Soldi revela que investiu na aquisição da terra, no alto valor da edificação e nos equipamentos por acreditar no leite. “É uma atividade rentável. Todo este investimento que estou fazendo é custo-benefício. Eu gosto de trabalhar com leite e quero poder ganhar ainda mais dinheiro com essa atividade”, reforça.

O início

Foi no ano de 2003 que Soldi começou a trabalhar com leite. Os pais Gabriel (62) e Vilma (59), além do avô Abraão (84), sempre possuíram algumas vacas na propriedade. Com elas, era possível fabricar queijo e comercializar pequenos volumes de leite.

Com cinco vacas e três novilhas, era um plantel pequeno, mas promissor para o jovem que queria permanecer na propriedade agrícola. Animais melhores e com genética avançada foram adquiridos e o rebanho foi crescendo. Em virtude do espaço físico se tornar pequeno para a quantidade de vacas, surgiu a ideia da nova edificação.

Um dos cuidados que Soldi reforça para que o volume de leite seja alto é quanto à alimentação dos animais. No verão, a pastagem utilizada é o tifton 85, que abrange cerca de 40 piquetes. Já para o inverno são utilizados o azevém, o centeio e a aveia, totalizando 50 piquetes. De silagem são aproximadamente 500 mil quilos. Para dar conta do trabalho na época de colheita, o cunhado Mateus Casaril é quem auxilia.

Certificação

Devido à litragem de leite, Soldi recebeu da Associação de Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) certificado em destaque e controle leiteiro, categoria longevidade.

O certificado foi-lhe conferido por possuir animais com produção acumulada, acima de 35 mil quilos de leite em três lactações. Para ele, o documento traz alegria e satisfação, pois é fruto de muito trabalho, dedicação e persistência na atividade. “Isso é a prova que sempre seguimos as orientações técnicas e, mais que isso, comprova que não é preciso ser um grande produtor para ter animais de destaque.”

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