EGR arrecada R$ 16,2 mi em meio ano

A Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) contabiliza uma arrecadação de R$ 16,2 milhões entre janeiro e junho de 2015. Mesmo assim, motoristas enfrentam diversos problemas e avarias nas principais rodovias estaduais pedagiadas da região. Chuvas recorrentes nas últimas semanas pioraram o quadro, e serviços de tapa-buracos são ineficientes para conter as incorreções das pistas.

Um dos piores trechos com pedágio é o trajeto entre Lajeado e Venâncio Aires, pela ERS-453. Mesmo após recapeamento em alguns pontos, a sequência de desníveis e buracos na pista traz risco aos motoristas. “Não percebi aumento no número de atendimentos, mas é comum ver carros na contramão para desviar dos buracos”, conta o borracheiro Lauri Wirth, de Mato Leitão.

Os buracos surgem até nas proximidades da praça de pedágio, em Cruzeiro do Sul. A poucos metros da cabine de cobrança, os motoristas são obrigados a desviar de fissuras recorrentes do asfalto. Na quinta-feira, dia 23, algumas delas estavam cobertas por lama asfáltica, mas já era possível perceber deterioração do produto recém-posto.

No ano passado, a empresa do governo chegou a ser condenada pelo juiz da comarca de Venâncio Aires, João Francisco Goulart Borges, a pagar R$ 100 mil por problemas nos remendos do asfalto da ERS-287, que liga o município a Santa Cruz do Sul. Conforme o magistrado, a administradora do trecho não cumpria com os serviços de manutenção da rodovia.

“Os ‘remendos’ efetuados nos buracos se mostraram de péssima qualidade e logo começaram a apresentar problemas. Em alguns casos até mais graves que os próprios buracos que pretendiam tapar, ocasionado perigosos volumes de asfalto que se erguiam na pista de rolamento de asfalto, notadamente em curvas da estrada, o que aumentava o risco de acidente nas vias, pois poderiam desequilibrar um automóvel de passeio com maior facilidade”, observou, na época, o juiz.

A direção da EGR não respondeu à reportagem. Em nota divulgada no site da empresa pública criada em 2013, a estatal anuncia serviços de correção das pistas nas ERS 129 e 130, entre Lajeado e Guaporé. Na quinta-feira, dia 23, outra equipe realizava operação tapa-buracos na ERS-453, em Cruzeiro do Sul.

Nestes seis primeiros meses de 2015, as cancelas das três praças de pedágio da região registraram a passagem de mais de 2,4 milhões de veículos. O número não diferencia as placas. Ou seja, um mesmo automóvel pode estar registrado mais de uma vez nesse índice.

São 12 categorias de tarifas, envolvendo veículos leves, pesados, comerciais e utilitários. Os valores cobrados variam de R$ 5,20 a até R$ 18,50. A estatal é hoje responsável pela gerência e manutenção de 14 praças de pedágios em todo o estado.

Arrecadação maior

No mesmo período do ano passado, a estatal havia captado por meio da cobrança do pedágio um montante de R$ 15,7 milhões nas três praças do Vale do Taquari – Cruzeiro do Sul, Encantado e Boa Vista do Sul. Nesses seis primeiros meses de 2014, a EGR desembolsou um total de R$ 14,7 milhões, cerca de R$ 4 milhões a mais do que em 2015.

Neste ano, assim como em períodos anteriores, a praça de pedágio que mais gerou recursos à EGR é a de Encantado. Nos seis primeiros meses, foram arrecadados R$ 6,2 milhões. A segunda mais arrecadadora foi a praça de Cruzeiro do Sul, que contabiliza um montante de R$ 5,8 milhões. Em Boa Vista do Sul, a estatal recebeu R$ 4,2 milhões em 2015.

Aplicativo

Para os usuários de smartphone, Android ou iOS, a EGR oferece um aplicativo para o acompanhar o fluxo de veículos nas três praças do Vale do Taquari, além das outras 11 instaladas em outras cidades do estado.

Apresentando os números do tráfego em tempo real, o aplicativo dispõe também de uma tabela de tarifas e a localização de cada praça. Para instalar a ferramenta, basta visitar a Play Store (Android) ou a App Store (iOS) e pesquisar por “EGR”, ou buscar no site da estatal. O modelo foi desenvolvido pela Procergs.

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