Economista afirma que 2014 não será um ano de grandes crescimentos

Não se pode dizer que o economista Alexandre Englert Barbosa tenha sido otimista em sua apresentação à Cacis, em Estrela, na última sexta-feira, dia 25. Porém, durante sua participação na reunião-almoço promovida pela entidade, Barbosa explicou didaticamente vários pontos que envolvem a economia brasileira e a a mundial, traçando comparativos e esmiuçando tabelas e gráficos. Com isso, ele pôde explicar alguns fenômenos e paradoxos que envolvem a matemática das finanças. Alexandre é economista-chefe do banco Cooperativo Sicredi e frequentemente leva a entidade ao topo dos rankigs mensais do Banco Central e da Bloomberg em vários indicadores econômicos.

Para ele, entender o movimento do mercado mundial é prioritário para acompanhar o que acontecerá aqui no país. Os EUA se recupera e a Europa ainda está em uma situação delicada. A China ainda tem capacidade e crescer por uns bons anos. Dessa forma, o cenário é considerado de razoável a bom e essa situação traz consequências para países emergentes como o Brasil. Na última década houve um grande crescimento da exportação de grãos (ou pela procura deles) e o Brasil é um grande produtor, o que o tornou mais rico. Além disso, de 2004 a 2011, o país apresentou o maior ciclo de expansão desde o milagre brasileiro na década de 1970. Alexandre explica que este ciclo é caracterizado por forte crescimento mundial, expansão dos preços de commodities, apreciação cambial e déficit externo estável e contínuo, forte expansão de crédito, do consumo e do setor de serviço, além de queda na taxa de desemprego.

Isso faz com que a economia brasileira colha os resultados do tripé de política econômica e se torne um pouco mais aberta comercialmente ao exterior. Esse tripé é formado pelo superavit primário e declínio da dívida pública bruta, meta de inflação e câmbio flutuante.

O economista afirma que estamos entrando em um ciclo de crescimento que possui uma estrutura semelhante à anterior. Porém, ele também enfatiza que o Brasil piorou institucionalmente. “Não temos regras estáveis e coerentes que possam nos dar sustentabilidade institucional. Além disso, o país tornou suas contas menos transparentes, ao contrário do que se acredita.

Para finalizar, o economista arriscou uma projeção para 2014. “Tudo indica que não haverá um grande crescimento e é provável que tenhamos uma inflação de 6%”, disse Alexandre.

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...