Duas empresas do Vale buscam habilitação para exportar à China

Laticínios gaúchos já podem se habilitar a fim de exportar leite em pó para a China. Na região, segundo o diretor executivo do Instituto Gaúcho do Leite (IGL), Oreno Ardêmio Heineck, estão nesse processo inicial a fábrica da Dália Alimentos, em Arroio do Meio, e a unidade da Lactalis, fabricante das marcas Batavo e Elegê, em Teutônia.

Heineck esteve, na quinta-feira, dia 17, na Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília, onde obteve informações sobre o processo de habilitação de plantas para exportar produtos lácteos ao país asiático.

O interesse, agora, é informar as entidades e empresas gaúchas interessadas no mercado chinês. “A China chega como o grande mercado comprador dos lácteos brasileiros, possivelmente ainda em 2016. Isso deverá gerar renda aos laticínios brasileiros e aos produtores”, avalia Heineck.

Com a tramitação, o Vale do Taquari vai se beneficiar em dois aspectos: valorização do leite como matéria-prima e pelo fato de sediar uma das empresas gaúchas engajadas – a Dália Alimentos. “Temos uma desvalorização na época da safra, na primavera e verão. Então, precisamos aumentar os mercados, tanto interno quanto externo. E o mercado chinês é o principal mercado externo. Para a produção de leite, isso é fundamental”, destaca.

Negócios

Conforme Heineck, a China pode representar negócios concretos para os lácteos do Brasil antes do que a Rússia, que já habilitou algumas plantas no país. A China já tem um certificado de negócio recíproco com o Brasil, datado de 2007, para carnes e produtos lácteos, o que ajuda nas questões burocráticas. “Com isso, não é preciso que venha uma missão chinesa para avaliar plantas no Brasil”, explica. O início das exportações vai depender da rapidez do processo de habilitação das companhias interessadas.

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